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Médiuns doentes


Ao orientar alguém para o desenvolvimento mediúnico, é necessário 
ter-se muito cuidado, porque nem todas as pessoas encontram-se em condições de lidar com as suas faculdades psíquicas.

Às vezes, recomendar que determinada pessoa procure desenvolver-se mediunicamente é empurrá-la para maior desequilíbrio, visto que, do ponto de vista do equilíbrio emocional, ela pode não estar preparada.

Como sempre, Kardec foi muito feliz ao escrever o texto que encima as nossas reflexões neste capítulo.

Flexibilidade Mediúnica



(...) Cada tipo de mediunidade cumpre com uma finalidade de suma importância no contexto geral do intercâmbio com o invisível.

Existem espíritos para todas as espécies de médiuns, e vice-versa. Com o propósito de aperfeiçoar-se, a medicina do mundo, subdivide- se em n especialidades; nenhum médico é menos importante do que o outro para a saúde do paciente, porque todos os órgãos coexistem em equilíbrio. Tratar de uma infecção ocular é tão indispensável quando combater a hipertensão arterial.

Iniciativa




Sentindo em si os sintomas da mediunidade, o médium carece de tomar a iniciativa de exercê-la, caso esse seja o seu desejo.

O médium não deve esperar, por exemplo, que o espírito o leve para a mesa, tome o seu braço e comece a escrever.

Como igualmente não deve permanecer na expectativa da incorporação, sem que se disponha ao transe.

Os espíritos costumam tomar a iniciativa do “primeiro passo”, dando sinal de sua presença junto ao medianeiro, mas a caminhada posterior é de sua livre vontade.

Psicografia


A mediunidade mecânica, ou inconsciente, é rara. De maneira geral, os médiuns de psicografia têm consciência do que escrevem. A mediunidade consciente confunde-se com a intuição.

A falta de compreensão da mediunidade leva muita gente a desistir do seu exercício. (...)

Um exemplo patente de mediunidade consciente, no campo da psicografia, é o dos poetas, mesmo quando eles se mostram agnósticos, o que vem provar que “a fé do médium novato não é uma condição rigorosa...”

Um dos mais célebres poetas da língua portuguesa, Fernando Pessoa, era claramente médium. Ele próprio acreditava nisto, embora não tenha assumido a mediunidade e considerasse as entidades comunicantes como simples heterônimos seus, isto é, diferentes nomes seus...

Contradição Mediúnica

Contradição Mediúnica
Contradição Mediúnica
Meditemos com atenção na resposta que os Espíritos deram a Allan Kardec sobre o tema ora em estudo.

Os Espíritos Superiores jamais se contradizem. Os médiuns, entretanto, podem adulterar, consciente ou inconscientemente, o pensamento dos Espíritos.

Os próprios Espíritos, quando se servem de intermediários entre si e os homens, podem ter as suas ideias deturpadas.

Explicamo-nos melhor.

Dependendo da formação doutrinária do médium, ele pode intervir na opinião do Espírito sobre determinada questão. É aqui que fica mais caracterizada a participação do médium no intercâmbio espiritual.

Essa “interferência” pode ser positiva ou negativa.

Se o médium não concorda com o que o Espírito escreve ou fala por seu intermédio, ele irá oferecer-lhe certa resistência.

De outras vezes, é o Espírito que, emitindo a distância o seu pensamento ao médium, carece servir-se de intermediários espirituais que estejam mais próximos ao medianeiro, consequentemente se sentindo prejudicado no assunto sobre o qual foi questionado ou, espontaneamente, deseja abordar.

Manifestações Inconvenientes

Manifestações Inconvenientes
Manifestações Inconvenientes
Por manifestações inconvenientes, referimo-nos àquelas manifestações que ocorrem em locais e momentos inadequados.

Os Espíritos esclarecidos sabem aguardar o instante e o local apropriados para se manifestarem, respeitando a intimidade dos lares e a disciplina existente nos centros espíritas; os Espíritos ignorantes, não raro propositadamente, manifestam-se a qualquer hora e em qualquer lugar, valendo-se da invigilância dos médiuns de que se utilizam.

Consideramos inconvenientes as manifestações que acontecem durante a transmissão de passes, nas reuniões de caráter público nos templos espíritas, durante a realização de cultos do Evangelho no lar, nos ambientes de trabalho profissional, nas ruas, nos encontros de jovens, nas aulas de evangelização infantil, nas visitas aos doentes nos hospitais...

Quando ocorrer uma manifestação mediúnica imprevista ou inconveniente, é de bom alvitre que um doutrinador presente, agindo com a presteza e com a discrição possíveis, convide o Espírito para se retirar, esperando o momento aconselhável para expressarse como necessita.

O Papel dos Espíritos

O Papel dos Espíritos
O Papel dos Espíritos
“O papel dos Espíritos não é o de vos esclarecer sobre as coisas desse mundo, mas o de vos guiar com segurança no que vos pode ser útil para o outro. Quando vos falam das coisas desse mundo é porque julgam necessário, mas não a vosso pedido. Se vedes nos Espíritos os substitutos dos adivinhadores e dos feiticeiros, então é certo que sereis enganados.” (O Livro dos Médiuns, Segunda Parte, cap. XXVII.)

Quando Moisés, o grande legislador hebreu, proibiu a evocação dos mortos, conforme pode-se ler no livro Deuteronômio, objetivava impedir que se vulgarizasse a comunicação entre os dois planos da vida.

Os judeus, no exercício da mediunidade, entravam em contato com os espíritos com tal facilidade que passaram a consultá-los sobre os mais comezinhos acontecimentos do cotidiano, eximindo-se de toda e qualquer responsabilidade em suas ações.

A maioria dos medianeiros daquela época, entretanto, cobravam pelos seus ofícios, estabelecendo um verdadeiro “comércio” entre os vivos e os “mortos”, atraindo quase que somente espíritos que nada poderiam acrescentar à moral de seu povo.

Mediunidade e Sintonia

Mediunidade e Sintonia
Mediunidade e Sintonia
Todo médium precisa reconhecer que a sintonia mediúnica é esforço do dia a dia. O transe não acontece sem uma prévia sintonia com os espíritos com os quais se deseja estabelecer contato. Nem mesmo a obsessão se instala de uma hora para outra. Tudo exige um preparo que anteceda este ou aquele acontecimento.

Antes da construção, o projeto; antes do projeto, a ideia...

O médium que não entende que desenvolvimento mediúnico é trabalho perseverante, através de todas as suas atitudes cotidianas, não se desenvolverá a contento, estando longe de ser o cooperador consciente e responsável que os espíritos procuram...

Não há como o médium deixar de ser médium, para levar uma vida paralela, ou seja, não há como o médium se interessar pela mediunidade apenas no momento do transe, olvidando a maior parte do tempo os seus compromissos com o Mundo Espiritual.

Desenvolvimento mediúnico, em essência, é adestramento mental. O medianeiro que interrompe com frequência os seus contatos com os espíritos, deles isolando-se voluntariamente em suas ocupações imediatistas, terá dificuldades imensas para restabelecer no contato.

Evocações

Evocações
Evocações
O médium espírita não se prestará a reuniões particulares, permitindo que se façam evocações por seu intermédio.

O ambiente natural para o efetivo exercício da mediunidade é o centro espírita.

O médium consciente da sua responsabilidade não participará de reuniões mediúnicas que se improvisem nos lares, atendendo, não raro, a especulações de ordem pessoal dos integrantes.

A tarefa específica da desobsessão carece de ser levada a efeito no recinto que lhe seja próprio, com a disciplina indispensável ao seu bom êxito.

Admissível que, esporadicamente, aos espíritos familiares se manifestem no antigo reduto doméstico, consolando e incentivando os corações amados que necessitem registrar-lhes a palavra.

O médium desgarrado do grupo mediúnico acaba por render-se às exigências descabidas de quantos desejam beneficiar-se de suas faculdades.

Falsários do Além

Falsários do Além
Falsários do Além
Nas circunvizinhanças espirituais da Terra, enxameiam espíritos desocupados, aqueles que vadiam levianamente como se o mundo fosse para eles, mesmo depois de “mortos”, uma imensa “estação rodoviária”... São espíritos envolvidos pelas paixões materiais, inescrupulosos, desonestos, que se corrompem a troco de favores vis.

Esses espíritos frequentam os bares terrestres, casas de jogos, as esquinas das ruas movimentadas, as encruzilhadas nas periferias das cidades, as construções em ruínas, os apartamentos onde são produzidas as chamadas “festas de embalo”, os estabelecimentos bancários a que têm livre acesso e até mesmo os templos de fé mal orientados.

Esses infelizes companheiros da erraticidade aproveitam-se da invigilância das pessoas e dos médiuns imiscuindo-se nos seus assuntos de forma leviana e irresponsável. Podem perfeitamente aproximar-se de um medianeiro e, se estão por dentro de um assunto de determinada família, faz-se passar por um espírito familiar... Às vezes agem assim por falta de uma ocupação séria, mas, na maioria das vezes, planejam o que pretendem com antecedência e, como adverte Kardec, podem chegar ao cúmulo de imitar a caligrafia, a assinatura, ou o timbre de voz de um outro espírito. São os falsários do Além”, os que se especializaram na Terra em ludibriar as pessoas...

Vozes Obsessivas

Vozes Obsessivas
Vozes Obsessivas
Muito comum que, valendo-se da mediunidade clariaudiente de suas vítimas, os obsessores não lhes deem tréguas, fazendo-as escutá-los a todo instante, em seus termos obscenos e palavreado inconveniente...

Todavia o mais grave em semelhante caso é quando as entidades perseguidoras lhes “ordenam” atitudes agressivas contra o próximo, induzindo-as, inclusive, à prática de crimes hediondos. 

Rotular os médiuns clariaudientes de alucinados, reduzindo-os à condição de esquizofrênicos, é demasiado simples para a ciência materialista, que não admite a ideia da imortalidade... Catalogando os obsidiados à conta de doentes mentais, a ciência marginaliza os, imaginando solucionar o sério problema com intervir a nível do quimismo cerebral dos pacientes, quando não lhes prescreve cirurgias mutilantes na região dos lobos frontais.

Joana d’Arc, ouvindo “vozes” que inspiravam suas ações em defesa da Verdade, foi conduzida às fogueiras da Inquisição...

Milhares de medianeiros, no mundo inteiro, padeceram torturas inomináveis pelos que intentavam silenciar à sua sensibilidade psíquica as palavras que soavam inaudíveis aos seus ouvidos moucos...

Médiuns e Obsessão

Médiuns e Obsessão
Médiuns e Obsessão
Entre diversas passagens evangélicas, existem duas em “Atos dos Apóstolos” sobre as quais, de quando em vez, deveríamos meditar, vacinando-nos contra o assédio das ideias obsessivas no que tange aos nossos próprios valores diante da Vida.

A primeira está inserida no cap. 10, versículos 25 e 26, quando Pedro encontra-se com Cornélio em Cesareia: “Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-Ihe aos
pés, o adorou.

Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem.”

A segunda passagem referida envolve Paulo e Barnabé, na cidade de Listra, conforme pode-se ler no cap. 14, versículos 11 e seguintes: “Quando as multidões viram o que Paulo fizera, gritaram em língua licaônica, dizendo: Os deuses, em forma de homens, baixaram até nós.

A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra.

Médiuns Fascinados

Médiuns Fascinados
Médiuns Fascinados
A fascinação, se assim nós podemos expressar, é uma espécie de hipnose a que o espírito obsessor induz o médium obsidiado. Referimo-nos como médium obsidiado, porque, em última análise, o obsidiado não deixa de ser um médium em potencial.

Fascinado, o médium não se julga equivocado nas comunicações que esteja intermediando, no entanto a fascinação exercida sobre ele pode ir muito mais longe...

O médium fascinado, em seus instantes de lucidez, recusa, por exemplo a advertência que lhe é feita pelos Espíritos Amigos, os quais prevalecendo-se das clareiras mentais em seu quase permanente estado de fascinação, tentam acordá-lo para as suas responsabilidades.

Curiosamente, existem medianeiros que, paralelamente, conseguem, segundo as suas conveniências pessoais, abrir-se à inspiração de ordem superior e trancarem-se na inflexibilidade da fascinação que estimam cultivar. Vejamos se conseguimos expressar melhor: embora isto não aconteça por muito tempo, médiuns existem que conseguem sustentar duas sintonias em polos completamente opostos, ou seja, captam mensagens de teor positivo e submetem-se de bom grado às sugestões infelizes que lhes atendam os interesses inferiores.

Espelho Mental

Espelho Mental
Espelho Mental
Os espíritos foram claros ao dizer que o espírito do médium é o intérprete de seus pensamentos.

Sendo intérprete dos pensamentos dos espíritos comunicantes, é natural que a mensagem transmitida contenha algo do médium, assim como o espelho que reflete uma imagem o faça de acordo com as suas possibilidades.

Um espelho embaçado ou partido evidentemente refletirá imagem com tais distorções, embora o objeto refletido se mantenha íntegro.

O espelho mental do médium, portanto, é de fundamental importância no processo das comunicações intelectuais.

Semelhante às águas de um lago, o médium necessita zelar pela sua serenidade mental, para que a mensagem dos espíritos se reflita com a fidelidade possível.

É importante que o medianeiro, principalmente nas horas que antecedem uma reunião mediúnica, se preserve de abalos emocionais, de conversas desgastantes, de leituras exaustivas, de programas televisivos ou radiofônicos.

Exercícios Mediúnicos

Exercícios Mediúnicos
Exercícios Mediúnicos
Muito temos falado acerca dos chamados exercícios mediúnicos.

É claro que semelhantes exercícios são mais específicos no caso da mediunidade psicográfica.

Allan Kardec parece ter dado uma atenção maior à psicografia porque, à época da Codificação, era a mediunidade de que ele se valia no intercâmbio com os espíritos, obtendo através de dezenas de médiuns os comunicados que lhe possibilitaram fixar as bases da Doutrina.

No entanto, sem que seja nossa intenção extrapolar o tema em estudo, os exercícios mediúnicos se aplicam a todo género de mediunidade. Todo médium principiante carece exercitar-se, e isto porque nenhum médium nasce pronto.

Os médiuns que se dedicam à transmissão de passes, por exemplo, necessitam exercitar-se na própria tarefa da doação de fluidos aos necessitados; muitos deles, com o tempo, acabam por conseguir resultados prodigiosos, conquistando a bênção de veicular o remédio através de suas próprias mãos...

Psicografia

Psicografia
Psicografia
“Se não é dado ao médium ser exclusivamente mecânico, todas as tentativas para obter esse resultado serão infrutíferas, e estaria errado em se crer deserdado por isso; se não está dotado senão da mediunidade intuitiva, é preciso que com ela se contente, e não deixará de propiciar-lhe grandes serviços, se sabe aproveitá-la, e se não a repele.” (O Livro dos Médiuns – Segunda Parte – Cap. XVII.)

A mediunidade mecânica, ou inconsciente, é rara.

De maneira geral, os médiuns de psicografia têm consciência do que escrevem.

A mediunidade consciente confunde-se com a intuição.

A falta de compreensão da mediunidade leva muita gente a desistir do seu exercício. (...)

Se pudéssemos colocar a mediunidade numa equação matemática, teríamos: Pensamento do Espírito manifestante + Pensamento do médium = Mensagem. Evidentemente que tanto no pensamento do Espírito manifestante, quanto no pensamento do médium, existem um sem-número de outros pensamentos interferindo. Um livro ou um autor que o médium tenha lido pode interferir no contexto da mensagem que recebe.

Um diálogo que tenha tido, uma conversa familiar, uma preocupação com determinado assunto e assim por diante. Esperar do médium que ele se subtraia totalmente do meio em que vive é esperar o impossível!

Conversões Sérias

Conversões Sérias
Conversões Sérias
“Falai ao coração, é por aí que farei mais conversões sérias. Se credes útil, para certas pessoas, agir pelos fatos materiais, apresentai-os menos em circunstâncias tais que não possam dar lugar a nenhuma interpretação falsa e, sobretudo, não vos afasteis das condições normais desses fatos, porque os fatos apresentados em más condições fornecem argumentos aos incrédulos em lugar
de convencê-los.” (Cap. V – Segunda Parte – item 98.)


A mensagem de Erasto ao discípulo de Paulo, que Kardec inseriu no capítulo V da segunda parte de O Livro dos Médiuns, merece acuradas considerações. Pena que aqui, a fim de não fugirmos ao objetivo a que nos propomos, não possamos examinar-lhe mais do que o trecho que transcrevemos acima.

O tema das conversões sérias enseja-nos algumas reflexões. O espírita, seja ou não médium atuante, não deve preocupar-se com a adesão de “pessoas importantes” ao Espiritismo, tratando-as com uma deferência que não dedicam às pessoas de menor projeção social; não deve fazer a essas pessoas de destaque, concessões que, habitualmente, não faz aos mais simples...

No Princípio e Agora Também

No Princípio e Agora Também
No Princípio e Agora Também
Não apenas no princípio, mas igualmente nos tempos atuais, a falta de esclarecimento de seus seguidores tem sido o maior entrave à propagação da Doutrina.

Muitos confrades vêem no Espiritismo uma doutrina de “uso” pessoal e querem tocá-la ao seu modo. Consideram-se “donos” de centros espíritas, isolam-se dos demais grupos, criticam o movimento unificador, e se médiuns, não admitem qualquer tipo de “concorrência” em seu campo de trabalho.

Por incrível que pareça, existem muitos espíritas assim... Acreditam saber mais que os Benfeitores Espirituais, sem, não raro conhecer as obras da codificação. “Inventam” fórmulas especiais para transmitir passes, centralizando em si todas as atividades do grupo, e ai de quem ouse discordar de suas opiniões.

Com as nossas observações não desejamos criticar nenhum companheiro de ideal, que às próprias expensas, funda e mantém ativa uma instituição, prestando imensos benefícios à comunidade. Entretanto, em doutrina espírita carecemos sempre de uma visão mais ampla das coisas, a fim de que não nos equivoquemos quanto aos seus objetivos.

Não é porque somos servidores do bem que podemos nos permitir desmandos, para que não corramos o risco de ceifar com a mão o que plantamos com a outra...

Reuniões Sérias

Reuniões Sérias
Reuniões Sérias
“Todo médium que deseja sinceramente não ser joguete da mentira deve, pois, procurar trabalhar em reuniões sérias. (...)” (O Livro dos Médiuns, cap. XXIX, Segunda Parte, item 329.) 


Não existem reuniões sérias sem dirigentes sérios e, consequentemente, sem participantes sérios. 

Não estamos nos referindo àquela seriedade carrancuda, porque seriedade não e banir a alegria do coração, afivelando dura máscara na face. 

Seriedade nas reuniões espíritas é sinônimo de responsabilidade, de disciplina e de devotamento. (...) 

Toda espécie de trabalho, para produzir os melhores frutos, carece de disciplina e abnegação. 

Os espíritos sérios não participam de reuniões que não sejam sérias, deixando-as entregues aos espíritos desocupados. 

Reunião séria é uma reunião em que se deve evitar a improvisação de local, de dia e de horário, porque os espíritos sérios necessitam de programar-se com antecedência para dar a elas a cobertura espiritual indispensável. 

Às vezes, por puro convencimento, determinados médiuns se julgam tão íntimos dos espíritos que os imaginam sempre à sua disposição, como se eles não tivessem mais o que fazer. 

Manifestações Inconvenientes

Manifestações Inconvenientes
Manifestações Inconvenientes
“25. Quando um Espírito inferior se manifesta, pode-se obrigá-lo a retirar-se? Sim, não o escutando mais. Mas como quereis que se retire quando vos divertis com suas torpezas? Os Espíritos inferiores se prendem àquele que os ouvem com complacência, como os tolos entre vós.” (Cap. XXV – Segunda Parte – item 282.)


Por manifestações inconvenientes, referimo-nos àquelas manifestações que ocorrem em locais e momentos inadequados.

Os Espíritos esclarecidos sabem aguardar o instante e o local apropriados para se manifestarem, respeitando a intimidade dos lares e a disciplina existente nos centros espíritas; os Espíritos ignorantes, não raro propositadamente, manifestam-se a qualquer hora e em qualquer lugar, valendo da invigilância dos médiuns de que se utilizam.

Consideramos inconvenientes as manifestações que acontecem durante a transmissão de passes, nas reuniões de caráter público nos templos espíritas, durante a realização de cultos do Evangelho no lar, nos ambientes de trabalho profissional, nas ruas, nos encontros de jovens, nas aulas de evangelização infantil, nas visitas aos doentes nos hospitais...

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