Mostrando postagens com marcador Allan Kardec. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Allan Kardec. Mostrar todas as postagens

Esquecimento do Passado

Esquecimento do Passado
Esquecimento do Passado
Inutilmente se faz objeção ao esquecimento do passado como um obstáculo para que se possa aproveitar a experiência de existências anteriores. Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é porque isso deve ser útil. Realmente, essa lembrança teria inconvenientes muito graves; ela poderia, em certos casos, humilhar muito, ou, então, estimular o nosso orgulho e, dessa forma, obstruir o nosso livre-arbítrio. De qualquer forma, causaria perturbações inevitáveis nas relações sociais.

É comum o espírito renascer no mesmo meio em que já viveu e se encontrar em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes fez. Se reconhecesse nessas pessoas aquelas a quem havia odiado, talvez seu ódio reaparecesse; e, de qualquer forma, ficaria humilhado diante das pessoas que tivesse ofendido.

Para nos melhorarmos, Deus nos deu exatamente o que necessitamos e o que nos basta: a voz da consciência e as tendências intuitivas, tirando-nos o que poderia nos prejudicar.

Os Tempos São Chegados

Os Tempos São Chegados
Os Tempos São Chegados
Até o presente, a humanidade tem realizado progressos incontestáveis. Os homens, com a sua inteligência, chegaram a resultados que jamais haviam sido alcançados, sob o ponto de vista das ciências, das artes e do bem-estar material. Ainda lhes falta um imenso progresso a realizar: o de fazerem reinar entre eles a caridade, a fraternidade e a solidariedade, para assegurar o bem- estar moral. Não poderiam conseguilo nem com as suas crenças, nem com as suas instituições antiquadas, resquícios de um outro tempo, boas para uma certa época, suficientes para um estado transitório, mas que, havendo dado tudo o que podiam, seriam hoje um entrave, tal como uma criança estimulada por móbiles, que se tornam impotentes quando vem a idade madura. Não é só o desenvolvimento da inteligência que é necessário aos homens, é a elevação do sentimento e, para isso, é preciso destruir tudo o que pode estimular neles o egoísmo e o orgulho.

Esse é o período em que vão entrar doravante e que marcará uma das principais fases da humanidade. Essa fase, que se elabora neste momento, é o complemento indispensável do estado precedente, como a idade adulta é o complemento da juventude. Ela podia, então, ser prevista e predita de antemão, e é por isso que se diz que os tempos marcados por Deus são chegados.



Autor: Kardec
Do livro: A Gênese

Fundamentos da Revelação Espírita

Fundamentos da Revelação Espírita
A revelação espírita, por sua natureza, apresenta duas características: é ao mesmo tempo revelação divina e revelação científica. Inclui-se na primeira, porque o seu aparecimento foi providencial e não o resultado da iniciativa de um desejo premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da Doutrina têm sua origem no ensino dado pelos espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca das coisas que ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos, e que deveriam conhecer agora que estão aptos a compreendê-las. Inclui-se na segunda, porque esse ensino não é privilégio de indivíduo algum, mas é dado a todos da mesma maneira; porque os que o transmitem e os que o recebem não são, de maneira alguma, seres passivos, dispensados do trabalho de observação e pesquisa, porque não renunciam ao seu raciocínio e ao seu livre-arbítrio; porque a verificação não lhes é impedida, mas, ao contrário, recomendada; enfim, porque a Doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque ela é deduzida, pelo trabalho dos homens, a partir da observação dos fatos que os espíritos colocam sob os seus olhos, e das instruções que dão a eles, instruções que os homens estudam, comentam, comparam e das quais tiram suas próprias conclusões e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é que a sua origem é divina, que a iniciativa pertence aos espíritos e que a elaboração é o fruto do trabalho do homem.


Autor: Allan Kardec
Do livro: A Gênese. CELD


Para os Médiuns

Para os Médiuns
Para os Médiuns
O médium, que deseja continuar a receber a assistência dos bons espíritos, deve trabalhar para o seu próprio aperfeiçoamento; aquele que quer ver a sua faculdade crescer e se desenvolver deve evoluir moralmente, e abster-se de tudo o que poderia afastá-la do seu objetivo providencial.

Se os bons espíritos algumas vezes se utilizam de instrumentos imperfeitos, é para lhes dar bons conselhos e tratar de encaminhá-los para o bem; mas se eles encontram corações endurecidos, e se os seus conselhos não são escutados, eles se retiram, e os maus têm então o caminho livre. (Ver cap. XXIV, itens 11 e 12.)

A experiência prova que, entre aqueles que não tiram bom proveito dos conselhos que recebem dos espíritos, as comunicações, depois de terem algum brilho durante certo tempo, pouco a pouco vão se degenerando, e acabam caindo em erros, nas palavras vazias ou no ridículo, sinal evidente do afastamento dos bons espíritos.

Caracteres do Verdadeiro Profeta

Caracteres do Verdadeiro Profeta
Caracteres do Verdadeiro Profeta
Concluireis, então, que o verdadeiro missionário de Deus deve justificar sua missão por sua superioridade, por suas virtudes, pela grandeza, pelo resultado e influência moralizadora de suas obras. Tirai ainda outra consequência: se ele está, pelo seu caráter, pelas suas virtudes, pela sua inteligência, abaixo do papel que diz desempenhar, ou do personagem sob o nome de quem se apresenta, é porque ele não passa de um ator de baixa categoria, que nem mesmo sabe copiar o seu modelo.

Uma outra consideração é que a maior parte dos verdadeiros missionários de Deus ignoram a si mesmos; realizam aquilo para que foram chamados pela força do seu próprio gênio, secundado pelo poder oculto que os inspira e os dirige, sem que o percebam, e sem que o tenham premeditado. Em uma palavra, os verdadeiros profetas se revelam pelos seus atos, eles são percebidos; enquanto os falsos profetas se apresentam como os enviados de Deus; os primeiros são humildes e modestos, os segundos são orgulhosos e cheios de si; falam com altivez e sempre parecem temer não serem acreditados.

Perispírito

Perispírito
Perispírito

7. O perispírito, ou corpo fluídico dos espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico. Ele é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que o corpo carnal também tem a sua origem nesse mesmo fluido transformado e condensado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular ocorre de maneira diferente, uma vez que o fluido conserva a sua imponderabilidade e as suas qualidades etéreas. O corpo perispiritual e o corpo carnal têm, assim, a sua origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que sob dois estados diferentes.

8. Os espíritos extraem seu perispírito do meio onde se encontram, isso quer dizer que esse envoltório é formado dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos constituintes do perispírito devem

Esquecimento do passado

Esquecimento do passado
Esquecimento do passado
Inutilmente se faz objeção ao esquecimento do passado como um obstáculo para que se possa aproveitar a experiência de existências anteriores. Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é porque isso deve ser útil. Realmente, essa lembrança teria inconvenientes muito graves; ela poderia, em certos casos, humilhar muito, ou, então, estimular o nosso orgulho e, dessa forma, obstruir o nosso livre-arbítrio. De qualquer forma, causaria perturbações inevitáveis nas relações sociais.

É comum o espírito renascer no mesmo meio em que já viveu e se encontrar em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes fez. Se reconhecesse nessas pessoas aquelas a quem havia odiado, talvez seu ódio reaparecesse; e, de qualquer forma, ficaria humilhado diante das pessoas que tivesse ofendido.

Para nos melhorarmos, Deus nos deu exatamente o que necessitamos e o que nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas, tirando-nos o que poderia nos prejudicar.

Ao nascer, o homem traz o que adquiriu; nasce como se fez; cada existência é, para ele, um novo ponto de partida, pouco lhe importa saber o que foi: se é punido, é porque praticou o mal; suas más

Tiptologia

Tiptologia
Tiptologia
Com a ajuda do seu perispírito é que o espírito agia sobre o seu corpo vivo; é ainda por intermédio desse mesmo fluido que ele se manifesta, atuando sobre a matéria inerte, que ele produz os ruídos, os movimentos de mesas e de outros objetos que ele levanta, derruba ou transporta.

Esse fenômeno nada tem de surpreendente se considerarmos que, entre nós, os mais possantes motores se encontram nos fluidos mais rarefeitos, e mesmo imponderáveis, como o ar, o vapor e a eletricidade.

É também com o auxílio do seu perispírito que o espírito faz com que os médiuns escrevam, falem e desenhem; não tendo corpo tangível para agir ostensivamente quando quer se manifestar, ele se utiliza do corpo do médium, cujos órgãos toma por empréstimo, e o faz agir como se fora o seu próprio corpo, mediante o eflúvio fluídico que verte sobre ele.

É por esse mesmo meio que o espírito atua sobre a mesa, seja para fazê-la mover-se sem significação determinada, seja para fazê-la dar pancadas inteligentes, indicando as letras do alfabeto para formar

Manifestações Visuais

Manifestações Visuais
Manifestações Visuais
Podendo tomar todas as aparências, o espírito apresenta-se sob aquela que pode melhor fazê-lo ser reconhecido, se assim é o seu desejo. Ainda que, como espírito, não tenha mais nenhuma enfermidade corporal, mostrar-se-á estropiado, manco, ferido, com cicatrizes, se isso for necessário, para constatar sua identidade. Acontece o mesmo com as roupas; aqueles dentre os espíritos que nada conservaram das quedas terrestres, compõem-se mais comumente de uma vestimenta ampla, longa, com dobras esvoaçantes, com uma cabeleira ondulante e graciosa.

Frequentemente, os espíritos se apresentam com os atributos característicos de sua elevação, como uma auréola, asas para aqueles que podemos considerar como anjos, um aspecto luminoso resplandecente, enquanto outros têm aspectos que lembram suas ocupações terrestres; assim, um guerreiro poderá aparecer com sua armadura, um sábio com livros, um assassino com um punhal etc.

Os espíritos superiores têm uma bela figura, nobre e serena; os mais inferiores têm qualquer coisa de selvagem e de bestial, e, algumas vezes, trazem ainda os traços dos crimes que cometeram ou dos suplícios que suportaram; para eles, essa aparência é uma realidade; quer dizer que eles creem ser tais quais

Fluidos

Fluidos
Fluidos
1. A Ciência deu a solução dos milagres que mais particularmente resultam do elemento material, seja explicando-os, seja demonstrando-lhes a impossibilidade, pelas leis que regem a matéria; mas os fenômenos em que o elemento espiritual tem uma participação preponderante, não podem ser explicados apenas pelas leis da matéria, escapando às investigações da Ciência. Esta é a razão por que eles têm, mais do que os outros fenômenos, os caracteres aparentes do maravilhoso. É, pois, nas leis que regem a vida espiritual que se pode encontrar a explicação dos milagres dessa categoria.

2. Como já foi demonstrado, o fluido cósmico universal é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como princípio elementar universal, ele apresenta dois estados distintos: o de eterização ou de imponderabilidade, que se pode considerar como o estado normal primitivo, e o de materialização ou de ponderabilidade, que, de certa maneira, é apenas consecutivo àquele outro. O ponto intermediário é o da transformação do fluido em matéria tangível, mas, ainda aí, não ocorre uma

Considerações sobre a Pluralidade das Existências

222. O dogma da reencarnação, dizem algumas pessoas, não é novo; foi ressuscitado de Pitágoras. Nunca dissemos ser a Doutrina Espírita uma invenção moderna; sendo o Espiritismo uma lei da Natureza, deve ter existido, desde a origem dos tempos e sempre nos esforçamos para provar que se encontram vestígios dele, na mais remota antiguidade. Pitágoras, como se sabe, não foi o autor do sistema da metempsicose; ele o hauriu dos filósofos indianos e dos egípcios, para os quais ela existia desde tempos imemoriais. A idéia da transmigração das almas era, portanto, uma crença comum, admitida pelos homens mais eminentes. Como é que ela chegou até eles? Pela revelação ou pela intuição? Não o sabemos; porém, seja como for, uma idéia não atravessa as idades e não é aceita pelas inteligências de elite, sem possuir um lado sério. A antiguidade desta doutrina seria, portanto, muito mais uma prova do que uma objeção. Todavia, como igualmente se sabe, há, entre a metempsicose dos antigos e a doutrina moderna da reencarnação, a grande diferença de que os Espíritos rejeitam, da maneira mais absoluta, a transmigração do homem para os animais e reciprocamente.

Os Espíritos, ao ensinarem o dogma da pluralidade das existências corporais, renovam, portanto, uma doutrina que nasceu nas primeiras idades do mundo e que se conservou, até os nossos dias, no pensamento íntimo de muitas pessoas; eles apenas a apresentam sob um ponto de vista mais racional, mais conforme às leis progressivas da Natureza e mais em harmonia com a sabedoria do Criador, despojando-a de todos os acessórios da superstição. Uma circunstância digna de nota é que não é unicamente neste livro que eles a têm ensinado, nestes últimos tempos: desde antes de sua publicação, numerosas comunicações da mesma natureza foram obtidas, em diversas regiões e depois, multiplicaram-se, consideravelmente. Talvez fosse aqui o caso de examinar por que os Espíritos não parecem estar todos de acordo sobre este ponto; a isto retornaremos, mais tarde.

Idéias Inatas

218. O Espírito encarnado conserva algum traço das percepções que possuiu e conhecimentos que adquiriu nas suas existências anteriores?
“Resta-lhe uma vaga lembrança que lhe dá o que se chama de idéias inatas.”

a) A teoria das idéias inatas não é, pois, uma quimera?
“Não; os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem; o Espírito, desligado da matéria, sempre se lembra deles. Durante a encarnação, pode esquecê-los, em parte, momentaneamente, porém, a intuição que deles lhe resta, auxilia o seu adiantamento; sem isto, teria sempre que recomeçar. A cada nova existência o Espírito toma, como ponto de partida, aquele em que ficara, na precedente.”

b) Deve haver, assim, uma grande conexão entre duas existências sucessivas?
“Nem sempre tão grande quanto poderias supô-lo, pois as posições são, freqüentemente, muito diferentes e, no intervalo entre elas, o Espírito pôde progredir.”


219. Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, como o das línguas, o do cálculo, etc.?

Semelhanças Físicas e Morais

207. Os pais transmitem, freqüentemente, aos seus filhos uma semelhança física. Transmitem-lhes, também, uma semelhança moral?
“Não, visto que eles possuem almas ou Espíritos diferentes. O corpo procede do corpo, o Espírito, porém, não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças, apenas há consanguinidade.”

a) De onde se originam as semelhanças morais que, algumas vezes, existem entre os pais e seus filhos?
“São espíritos simpáticos, atraídos pela semelhança de seus pendores.”

208. Nenhuma influência exerce o Espírito dos pais sobre o de seu filho, após seu nascimento?
“Influência muito grande; como vos dissemos, os Espíritos devem colaborar para o progresso uns dos outros. Pois bem! O Espírito dos pais tem por missão desenvolver o de seus filhos pela educação; é para eles uma tarefa: serão culpados, se nisso falirem.”

209. Por que de pais bons e virtuosos se originam filhos de natureza perversa? Ou melhor, por que as boas qualidades dos pais nem sempre atraem, por simpatia, um bom Espírito para lhes animar o filho?
“Um mau Espírito pode pedir bons pais, na esperança de que seus conselhos o dirijam por um caminho melhor e Deus, freqüentemente, o confia a eles.”

210. Os pais podem, pelos seus pensamentos e suas preces, atrair para o corpo da criança um bom Espírito de preferência a um inferior?

Parentesco, filiação

203. Os pais transmitem aos seus filhos uma porção de suas almas, ou apenas lhes dão a vida animal à qual, mais tarde, uma nova alma vem acrescentar a vida moral?
“Somente a vida animal, pois a alma é indivisível. Um pai estúpido pode ter filhos inteligentes e vice-versa.”

204. Visto que tivemos várias existências, a parentela ultrapassa a da nossa existência atual?
“Isto não pode ser de outra maneira. A sucessão das existências corporais estabelece, entre os Espíritos, laços que remontam às vossas existências anteriores; daí, com freqüência, as causas de simpatia entre vós e alguns Espíritos que vos parecem estranhos.”

205. Aos olhos de algumas pessoas, a doutrina da reencarnação parece destruir os laços de família, fazendo-os anteriores à nossa existência atual.
“Ela os distende, porém, não os destrói. Sendo a parentela baseada em afeições anteriores, os laços que unem os membros de uma mesma família são menos precários. Ela aumenta os deveres da fraternidade, visto que, no vosso vizinho, ou no vosso criado, pode encontrar-se um Espírito que tenha sido ligado a vós pelos laços do sangue.”

a) Todavia, ela diminui a importância que alguns dão à sua filiação, já que se pode ter tido como pai um Espírito que tenha pertencido a uma outra raça, ou vivido numa condição inteiramente diversa.

“É verdade, mas esta importância está fundamentada no orgulho; o que a maioria honra, nos seus

Sexos nos Espíritos

200. Os Espíritos têm sexos?
“Não como o entendeis, pois os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na semelhança dos sentimentos.”

201. O Espírito que animou o corpo de um homem pode, numa nova existência, animar o de uma mulher e reciprocamente?
“Sim, são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres.”

202. Quando se é um Espírito errante, prefere-se encarnar no corpo de um homem ou de uma mulher?
“Isso pouco importa ao Espírito; dá-se em função das provas por que haja de passar.”

Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo; como devem progredir em tudo, cada sexo, assim como cada posição social, oferece-lhes provações e deveres especiais e a oportunidade de adquirir experiência. Aquele que fosse sempre homem, apenas saberia o que sabem os homens.


Autor: Allan Kardec
Do livro: O Livro dos Espíritos

Sorte das Crianças após a Morte

197. O Espírito de uma criança que morreu em tenra idade é tão adiantado quanto o do adulto?
“Algumas vezes, muito mais, pois pode ter vivido muito mais e ter mais experiência, sobretudo, se ele progrediu.”

a) O Espírito de uma criança pode, assim, ser mais adiantado do que o de seu pai?
“Isto é muito freqüente; não o vedes, freqüentemente, vós mesmos, na Terra?”

198. O Espírito da criança que morre pequenina, não tendo podido fazer o mal, pertence às classes superiores?
“Se não fez o mal, tampouco fez o bem, e Deus não o isenta das provas que deva experimentar. Se for puro, não é porque fosse uma criança, mas por ser mais adiantado.”

199. Por que a vida é, freqüentemente, interrompida na infância?
“A duração da vida da criança pode ser, para o Espírito que nela está encarnado, o complemento de uma existência interrompida, antes do termo desejado, e sua morte é, freqüentemente, uma prova ou uma expiação para os pais.”

a) O que ocorre ao Espírito de uma criança que morre em tenra idade?
“Recomeça uma nova existência.”

Se o homem tivesse uma única existência e se, após essa existência, sua sorte futura fosse fixada pela

Justiça da reencarnação

171. Em que está fundamentado o dogma da reencarnação?
“Na justiça de Deus e na revelação, pois vos repetimos incessantemente: Um bom pai deixa sempre aos seus filhos uma porta aberta para o arrependimento. A razão não te diz que seria injustiça privar, para sempre, da felicidade eterna todos aqueles de quem não dependeu o melhorar-se? Não são filhos de Deus todos os homens? Só entre os homens egoístas encontram-se a iniquidade, o ódio implacável e os castigos sem-remissão.”

Todos os espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes fornece os meios, através das provas da vida corporal; porém, na sua justiça, concede-lhes efetuar, em novas existências, o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova.” Não seria conforme a equidade, nem conforme a bondade de Deus, castigar
para sempre aqueles que encontraram obstáculos ao seu melhoramento, além de sua vontade e no próprio meio em que se achavam colocados. Se a sorte do homem fosse irrevogavelmente fixada, após sua morte, Deus não teria pesado as ações de todos na mesma balança e não os teria, absolutamente, tratado com imparcialidade.

A doutrina da reencarnação, isto é, a que consiste em admitir para o homem várias existências sucessivas é

Transmigração Progressiva

189. Desde o princípio de sua formação, o Espírito goza da plenitude de suas faculdades?
“Não, pois o Espírito, como o homem, também tem sua infância. Em sua origem, os Espíritos apenas têm uma existência instintiva e mal têm consciência de si mesmos e de seus atos; só, pouco a pouco, é que a inteligência se desenvolve.”

190. Qual o estado da alma na sua primeira encarnação?
“O estado da infância na vida corporal; sua inteligência apenas eclode: ela se ensaia para a vida.”

191. As almas de nossos selvagens são almas no estado de infância?
“Infância relativa; mas, são almas já desenvolvidas; eles possuem paixões.”

a) As paixões são, pois, um sinal de desenvolvimento?
“De desenvolvimento, sim; não, porém, de perfeição; elas são um sinal de atividade e da consciência do eu; enquanto que, na alma primitiva, a inteligência e a vida estão em estado de gérmen.”

A vida do Espírito, no seu conjunto, percorre as mesmas fases que vemos na vida corporal; ele passa, gradualmente, do estado de embrião ao da infância, para chegar, através de uma sucessão de períodos, ao estado de adulto, que é o da perfeição, com a diferença de que, para o Espírito, não há declínio nem decrepitude, como na vida corporal; de que sua vida, que teve um início, não terá fim; de que é necessário um tempo imenso, do nosso ponto de vista,para passar da infância espiritual a um desenvolvimento

A reencarnação

166. Como a alma, que não atingiu a perfeição durante a vida corporal, pode terminar de depurar-se?
“Experimentando a prova de uma nova existência.”

a) Como a alma realiza essa nova existência? Será por sua transformação como espírito?
“A alma, depurando-se, experimenta, certamente, uma transformação, mas, para isso, é-lhe necessária a prova da vida corporal.”

b) Então, a alma tem várias existências corporais?
“Sim, todos temos várias existências. Os que dizem o contrário querem vos manter na ignorância em que eles próprios se encontram; este é o desejo deles.”

c) Parece resultar deste princípio que a alma, depois de ter deixado um corpo, toma um outro; ou, melhor dizendo, que ela reencarna num novo corpo; é assim que se deve entender?
“É evidente.”

167. Qual é o objetivo da reencarnação?

Encarnação nos diferentes mundos

172. Nossas diversas existências corporais efetuam-se todas na Terra?
“Nem todas, mas em diversos mundos: a deste mundo não é a primeira, nem a última e é uma das mais materiais e das mais distantes da perfeição.”

173. A alma, a cada nova existência corporal, passa de um mundo a outro, ou pode efetuar várias delas no mesmo globo?
“Ela pode tornar a viver várias vezes no mesmo globo, se não se adiantou bastante para passar para um mundo superior.”

a) Assim, podemos reaparecer várias vezes na Terra?
“Certamente.”

b) Podemos retornar a este, depois de ter vivido em outros mundos?
“Sem-dúvida; já pudestes viver algures e na Terra.”

174. Será uma necessidade tornar a viver na Terra?
“Não; mas, se não progredirdes, podereis ir para um outro mundo que não valha mais do que este e que pode ser pior.”

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...