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O aprendizado do Amor


“O amor é a celeste atração das almas e dos mundos, a potência divina que liga os Universos, governa-os e fecunda; o amor é o olhar de Deus!” - Léon Denis


Deus é amor!


Por amor a todos os seres, Deus dá a vida e o princípio afetivo a todos, que germina e vai florescendo ao longo da vivência, isto é, aprendemos a desenvolver o amor nas relações, em etapas.

Diz Drummond que “o ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo acha a razão de ser”, é assim que se torna possível descobrir o amor em si e ao redor, experimentando.

E Léon Denis acrescenta: “O Amor, tal como se entende comumente, na Terra, é um sentimento, um impulso do ser que o dirige para um outro ser, com o desejo de a ele se unir.”

Educando o espírito



A tarefa de educar é de capital importância. Fecunda-se o bem, no mais íntimo de cada ser sob a nossa responsabilidade.

Manter a mente aberta para ouvirmos os mais experientes, que militam no campo da educação é abrir o coração para atender a demanda que Jesus nos ensinou, sem perder de vista que o outro é um espírito que tem suas necessidades e desejos.

A atenção às necessidades desse público é imprescindível, mas não basta ver e sim atuar junto a eles de forma empática, ouvindo-os, respeitando-os, atendendo-os em suas colocações, esclarecendo sempre e direcionando o seu olhar para um pensar equilibrado e de construção de si mesmo.

Céu e Inferno


Os adeptos do Espiritismo têm conhecimento acerca da imortalidade da alma e as informações sobre o além à vida física, através de farta literatura espírita. E um tema que chama a atenção de todos é o pensar acerca as questões das penas e os gozos dos espíritos.

Essa reflexão tão importante está anotada por Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos” e muitas almas, todos os dias, buscam livros e centros espíritas, sedentos de explicação para continuarem a normalidade de suas vidas, em várias situações, principalmente quando do afastamento de seus amores, considerados como perdas irreparáveis.

Penas e Recompensas na Vida Futura

Penas e Recompensas na Vida Futura
Penas e Recompensas na Vida Futura













Deus é o Criador de tudo o que existe e nos têm como seus filhos bem amados, oferecendo inúmeras possibilidades de vivermos, criando recursos a fim de termos diversas oportunidades de crescimento.

Se acreditarmos em Deus quanto Pai, que com generosidade nos conduz a caminhos iluminados, perceberemos o seu amor imenso ao ocupar-se conosco, e a seguir nos estimularemos a reconstruir à nossa volta, sendo parceiros dessa bondade em meio ao Universo.

As relações de afeto com os desencarnados



Ao rememorar minhas observações acerca das relações de afeto com nossos entes queridos, e nas meditações sobre a possibilidade de lidar com eles, após a morte, algumas perguntas me chegaram à mente:

Como posso manter a minha relação com os entes queridos que se desligaram da vida física?

Nos reencontraremos um dia? Será que me ouvem?

Kardec em O Livro dos Espíritos, na questão 289 obtém a informação dos espíritos sobre o apoio que recebemos daqueles que se foram antes de nós, ao nos desvincularmos da matéria; esclarecem ainda sobre a alegria do reencontro pelas afeições construídas no campo material, que tem ressonância noutros planos.

Somos presas fáceis do egoísmo

Somos presas fáceis do egoísmo
Somos presas fáceis do egoísmo







Ser egoísta é quando se direciona o olhar primeiramente para si mesmo, sendo o próprio interesse o grande alvo para onde o ser se dirige, e em busca de uma decisão sobre isto ou aquilo, avalia somente onde pode ganhar a seguir.

O indivíduo que é egoísta não pensa nos resultados que colherá no futuro. Não há futuro, seus desejos são para já!

Se o ser humano se deixar coordenar pelo egoísmo, não terá condições de fazer auto avaliação, muito menos promover autoconhecimento. As dificuldades são imensas devido as oportunidades que busca alcançar de forma imediata.

O sentido de Deus em nossas vidas

Deus tem um sentido na sua vida?














Conta-se que ...

Um grupo de cientistas estava decidindo qual deles iria encontrar com Deus e dizer que eles não precisavam mais dele. Finalmente um dos cientistas apresentou-se como voluntário e foi dizer a Deus que Ele não era mais necessário...

Assim, ao encontrar Deus, o cientista diz a ele:

- Deus, sabe como é, um punhado de nós tem estado pensando neste assunto e eu vim dizer que, o Senhor não é mais necessário.

Quero dizer, nós temos elaborado grandes teorias e ideias, nós clonamos uma ovelha e logo, logo, iremos clonar humanos.

Como o Senhor pode ver, nós realmente não precisamos do Senhor. Deus balança a cabeça, compreensivamente e diz:

- Bom, sem ressentimentos. Mas, antes, vamos fazer um concurso. O que você acha?

O cientista diz: - Para mim, tudo bem. Que tipo de concurso?

- Um concurso de fazer homem!! - Deus responde.

- Legal! Sem problemas! - Exclama o cientista. Ele rapidamente se adianta pegando um punhado de barro e diz:

- Vamos lá, estou pronto!

E Deus diz:

- Não assim! Você tem que criar seu próprio barro!!!

O conto acima nos faz refletir que a maior dificuldade do ser humano é aceitar o comando de um ser superior que cria constantemente e comanda o universo imenso. E esse orgulho pode deixá-lo alheio às belezas divinas.

Para refletir sobre o tema questiono: Como deve ser nosso comportamento diante dessa questão de Deus?

Na obra “O grande Enigma” Léon Denis declara que: “Acima dos problemas da vida e do destino, ergue-se a questão de Deus.”

Logo, Deus é “indispensável à nossa vida”.

No entanto muitos de nós se comporta como se Ele não fosse absolutamente necessário.

Será que podemos dizer que essa necessidade precisa ser vista com naturalidade, já que somos seres que dependem de apoio, orientação, cuidados, que enquanto encarnados, necessitamos desde cedo de um pai e uma mãe, ou um responsável que cuide, logo, nada mais justo que aquele que nos criou com inúmeros potenciais, seja buscado.

Quando Jesus nos ensina sobre esse Deus de amorosidade, bem diferente daquele que até então ensinado, era um déspota, pronto a castigar, muitos corações sensibilizaram-se por causa do sentimento de orfandade.

Na obra “O Grande Enigma” encontramos também a seguinte fala: “(...) o Bem, o Verdadeiro, o Belo, nos escapam em sua essência, porque são de natureza divina. Nossa própria inteligência é para nós incompreensível, precisamente porque encerra uma partícula divina que a dota de faculdades augustas.”

A dificuldade para perceber Deus, aceitar Deus, é muito comum, e só nas horas do desespero, da crise clamar por Ele, ou então, em dias tão sombrios, como os atuais, enaltecer em seu nome sentimentos nada nobres ou estimular crimes.

Em O Livro dos Espíritos, vamos encontrar respostas às perguntas 10 e 11, onde os espíritos nos fazem refletir sobre a nossa falta de compreensão da natureza íntima de Deus, dada a nossa imperfeição; falta-nos a percepção avançada do sentido do ser superior que chamamos Deus. E só à medida que nos desvincularmos do mal e nos aperfeiçoarmos, poderemos ver e compreender.

Dizemos que Deus é onipotente, onisciente, onipresente, e tudo o mais, mas as próprias limitações que possuímos nos impedem de entender exatamente o que significam tais atributos.

Recorrendo novamente a Léon Denis, que nos concita a estudarmos as leis naturais, a observarmos a beleza que inspira os artistas, que olhemos atentos para tudo o que há, o que nos acontece, e então a ideia de um ser superior, necessário e perfeito, fonte do bem, do belo e verdadeiro nos permita identificar a lei, a justiça e a razão suprema.

Ele pergunta e responde:

“Deus é incognoscível, ou pode ser conhecido?

A resposta é fácil: Deus é incognoscível em sua essência, em suas íntimas profundezas; mas revela-se por toda a sua obra, no grande livro aberto aos nossos olhos e no fundo de nós mesmos.

Insiste-se, ainda disseste, que o fim essencial da vida, de todas as nossas vidas, era entrar, cada vez mais, na comunhão universal, para melhor amar e melhor servir a Deus em seus desígnios.”

Nos falta o sentido para compreender Deus, como vimos acima, mas todo espírito evolui e vai percebendo à custa do seu próprio esforço em conquistar progressos, a grandiosidade divina.

Através a história ouvimos falar sobre a busca de Deus ser a razão de todas as religiões. Porque o ser humano não encontrando o sentido do viver, na vida material, foi buscar em Deus a segurança, a certeza, a confiança no futuro.

“Todas as pesquisas, todos os trabalhos da ciência contemporânea, concorrem para demonstrar a ação das leis naturais, que uma Lei suprema liga, abraça, para constituir a universal harmonia. Por essa lei, uma Inteligência soberana se revela à razão mesma das coisas, razão consciente, unidade universal para onde convergem, ligando-se e fundindo-se, todas as relações, aonde todos os seres vêm haurir a força, a luz e a vida (...)”

O universo é gerenciado por leis, não há acaso, desordem, tudo é harmônico e ordenado; é a demonstração de que há uma inteligência superior no comando.

Raciocinamos sobre isso, mas não temos a certeza, porque não promovemos essa vivência, tão preocupados em obter coisas materiais, mas se estamos a evoluir, o aprendizado sobre a grandiosidade desse ser divino chegará. Dizem os guias amigos que entre eles a ideia de Deus é permanente, porque eles vêm tudo o que existe em seu derredor e sabem que não foi criado por eles. Assim eles ficam com uma visão da onipresença de Deus e de sua onipotência. Outros assinalam que pelo fato de verem tantas coisas ocorrerem, nos mundos em que vivem, segundo suas experiências e do que há em o Universo como um todo, que eles percebem a onisciência de Deus.

O que precisamos então instituir em nosso cotidiano para dar sentido às nossas vidas?

Viver o agora, com o olhar nas leis divinas que nos guiam para além, garantirá o próprio aperfeiçoamento, focando no íntimo, onde tudo reside.

A cada atitude, a cada experiência, mergulhamos nesse universo interno e descobrimos a força que nos move e idealizamos novos projetos de vida, e não precisa ser nada grandioso, pois é a cada atitude em prol de um irmão, um pensamento elevado, um favorecimento a outrem, o nosso comportamento diante da dor de quem está ao lado. Tudo que idealizarmos vai contagiar outros e formará uma corrente de bem-estar que perceberemos o sentido de Deus em nós.

Vivamos plenamente o hoje, com vistas à nossa missão, internalizando todo o bem possível, para carregarmos em nossa bagagem o que nos servirá eternamente.

Valorize a vida agora e reúna suas ideias e ideais nos menores projetos que sirvam ao bem comum, porque a vida continua sempre.

“Deus é amor; foi por amor que criou os seres, para associá-los a suas alegrias, à sua obra. O amor é um sacrifício; nele, Deus hauriu a vida, para dá-las às almas.” 



Hahnemann - Pai da Medicina Homeopática



"Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao espírito, sem isso onde estaria o mérito e a responsabilidade?”    E.S.E – cap. IX, item 10 (Hahnemann, em Paris, 1863).
           
“Christian Friedrich Samuel Hahnemann nasceu em 10 de abril de 1755, em Meissen, na Alemanha. Seus pais lhe deram o nome de Christian, seguidor de Cristo.

Seu pai era pintor de porcelana e ele mesmo foi preparado para seguir a carreira paterna. Desta forma, aprendeu na Escola várias línguas estrangeiras: inglês, francês, espanhol, latim, árabe, grego, hebreu e caldeu, além da língua nacional. O objetivo era poder, no futuro, comercializar em outros países a porcelana.
            

Platão - Uma visão histórica de encarnado e sua participação na divulgação da Doutrina



Platão viveu de 429-347 a.C, foi  discípulo de Sócrates, e em forma de diálogos, registrou os ensinos recebidos daquele mestre da filosofia, que com seu método investigativo, promoveu o autoconhecimento.

Os filósofos que antecederam Sócrates buscavam o princípio de tudo nos elementos da natureza, mas para ele, conhecer era conduzir o indivíduo a conhecer-se melhor, voltando-se para o si próprio.

O Conhecimento para Sócrates era divino, era o seu motivo de viver. A sua missão era promover a reflexão  interior, tanto que ele adotou o dístico que constava no frontispício do Templo de Delfos, anotado em grego: "Gnôthi seauton", que significa: “Conhece-te a ti próprio”.

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