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Disciplina espiritual, equilíbrio e progresso



Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Falar das diversas formas de mortificação que o homem impõe a si mesmo faz-nos lembrar a necessidade da autodisciplina, que, desenvolvida corretamente, traz ao espírito condições de convivência com certas formas de energia e, simultaneamente, a descoberta de verdades que fazem com que o homem caminhe com mais liberdade na sua trajetória evolutiva.

Quantas vezes deploramos o não termos nos submetido a determinadas circunstâncias e assim termos vencido certas opiniões, mortificando mesmo, pode-se dizer, o nosso desejo! Quantas vezes nos arrependemos de não termos submetido o nosso corpo, deixando que o prazer ou determinadas circunstâncias prevalecessem num dado momento, ocasionando para nossa alma tantos dissabores, inquietações e dificuldades!

Cultivar o bem é cultivar a verdade




Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Trabalhar a ideia do bem é uma necessidade do espírita, que, quando se dispõe a agir desse modo, se prepara para um futuro de realizações positivas.

Quando o espírita se despreocupa de preparar-se para o bem, sua mente é um campo fértil para várias ideias que pululam no mundo, partidas de mentes inquietas, quando não sofredoras, ou mesmo obsidiadas.

Vida em Abudância

Vida em Abudância
Vida em Abudância


Que o amor único de Deus inspire todas as nossas almas para o bem!

Jesus, o grande Mestre de todos nós! Recordemos sua passagem entre os homens na Terra. País distante, provavelmente hostil, em sua natureza, à exceção de alguns lugares, povo voltado para as atividades próprias da região, sacerdotes dotados de conhecimento adequado àquele povo rude, mas dominados pelo prazer do autoritarismo religioso, em meio a toda aquela multidão de pobres, sofredores, corações desejosos de ouvir uma mensagem eminentemente amorosa.

Repassemos o olhar como se estivéssemos em um anfiteatro e observemos um quadro, dentre muitos, da passagem desse Mestre generoso entre nós. Recordemos, por exemplo, um momento tão característico da sua personalidade elevada, em que avisa a todo o povo:

Vim para que tivésseis vida em abundância!

Observemos que a mensagem é eminentemente de amor, mostrando simultaneamente a capacidade de sacrifício e a potencialidade de um espírito que não media condições, consequências, para que pudesse falar de Deus, o Pai, para toda aquela multidão sofrida. Provavelmente, muitos daqueles que o ouviram não o entenderam; mas os que tinham o coração puro perceberam que sua mensagem era toda ela voltada para o engrandecimento do espírito imortal.

Somos de Deus

Somos de Deus
Somos de Deus


Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!(...)

Jesus, como sempre, nos alerta sobre a necessidade do pensar superiormente. Diz-nos o Mestre: “Onde estiver o teu coração, aí estará o teu tesouro”.

Meus irmãos, pensemos bem na nossa realidade interna. Muitas vezes, proclamamos que fomos atraídos por uma força qualquer, parecendo que a força que nos atrai tem um poder superior ao nosso. Não é bem assim; não há força que atraia um ser que não deseje ser atraído.

Jesus trouxe para junto de si as almas de todos aqueles que já estavam cansados do mal. Jesus trouxe para junto de si todos aqueles que desejavam conhecer o bem, que desejavam ter um momento de paz, que precisavam da paz; entretanto, os sacerdotes e Pôncio Pilatos carregavam consigo, também, os que neles acreditavam. Uns, os bondosos, os caridosos, os desejosos de paz, seguiram Jesus. Os outros, os infelizes, os aproveitadores, os fanáticos, os cruéis, os que não tinham caridade no coração, aqueles seguiram apegados aos sacerdotes. Assim, observamos que o homem busca aquilo com que mais se afine.

Ao Encontro do Senhor da Vida

Ao Encontro do Senhor da Vida
Ao Encontro do Senhor da Vida


Que o amor único de Deus inspire todas as nossas almas para o bem! (...) O que o Senhor tem-nos feito sempre, senão nos alertar para a necessidade de ultrapassarmos as nossas lutas e dificuldades diárias?

Observamos aqui, acolá, em vários setores da vida, que os homens proclamam: “O que eu mais desejo é a paz!” Entretanto, quase sempre são incapazes de estender as mãos a alguém, até mesmo pretextando amor-próprio.

Ora, ao que me parece, o homem terreno reencarna, justamente, para mudar certos padrões, aprender novos roteiros, transformar os próprios conceitos de vida; mas, por si mesmo, ele não sabe ou não pode ainda conduzir a realidade da sua existência. Ainda somos suscetíveis, ainda pensamos de modo direcionado; falta-nos visão ampla da vida, dos seres, das coisas. Foi por isso que Jesus veio ao nosso encontro(...)

Se prestarmos também atenção aos nossos atos, teremos motivos para observar certas falhas do nosso coração: a intransigência, a incapacidade de compreender as dificuldades dos outros; aquilo que Jesus tão bem traduziu, dizendo assim: “Foi pela dureza dos vossos corações que Moisés proibiu”..
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Substituindo-se essa figura tão importante, como foi a de Moisés, poder-se-ia acrescentar:

“Foi pela dureza dos vossos corações que Jesus veio à Terra”.

O espírita verdadeiro, porque há notoriamente os aprendizes de Espiritismo, dirá:

Porta aberta para a Felicidade

Porta aberta para a Felicidade
Porta aberta para a Felicidade
Graças a Deus. Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

O Espiritismo não faz a apologia do sofrimento; não o impõe como condição precípua do progresso de cada ser; não proclama, exageradamente, seu valor e tampouco o subestima. O que a Doutrina ensina ao homem é adaptar-se pela compreensão, e aceitá-lo no presente.

Através dos ensinamentos ministrados, o espírita toma o seu fardo e com ele caminha: não um caminhar cheio de amargor, azedume ou revolta.

A lição dada pela Doutrina é de molde a proceder o homem dentro da trilha da razão e do amor, a fim de que seus dias futuros sejam menos penosos que os dias presentes.

“A toda ação segue-se uma reação.” Adverte o Espiritismo que a colheita é proporcional à semeadura e ainda que para bem morrer é preciso bem viver. O sofrimento não é dado pela Doutrina. Ao contrário: os guias espirituais ajudam com o seu amor a caminhada, acenando, com a esperança de um viver melhor pela resignação, pela fé e pela coragem com que o sofrimento for encarado.

Desprendimento

Desprendimento
Desprendimento
(...) Diante da morte do corpo, quando sentem antecipadamente o sofrimento, quando descobrem que alguém partiu, as pessoas passam por um processo muito doloroso, penoso, mesmo, para muitos de nós, espíritos de Deus. Mas informamos sempre às criaturas, dizendo-lhes:

Olhem um pouco mais adiante; observem o futuro! Aquele que partiu, que se desprende, está caminhando; está vencendo etapas; superando as distâncias, os problemas, as dores. (...)

O espírita aprenderá a ciência do desprendimento na medida em que ele próprio se sinta desprendido das coisas do mundo.

Façamos isto: pouco a pouco, desprendamo-nos das coisas menos importantes. Não nos preocupemos com as coisas tão difíceis de desligarmo-nos. O tempo nos ensinará o desligamento necessário. Daquilo que for pequenino, sem importância, que não represente nada de útil para seus espíritos, comecem a desprender-se.

O Evangelho..., Livro Libertador

O Evangelho..., Livro Libertador
O Evangelho..., Livro Libertador
“O Cristo foi o iniciador da moral mais pura, mais sublime; da moral evangélico-cristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos (...)” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, CELD, cap. I, item 9.)


Lembrar O Evangelho... o período de seu lançamento entre os homens encarnados... lembrar sua proposta moralizadora que, diante de tantas lutas e de homens tão deseducados, parece ser um contrassenso, quando não uma perda de tempo...

Jesus, o Mestre condutor de toda a Humanidade, concluiu, entretanto, que era o momento propício para que a sociedade terrena começasse a conhecer, primeiramente, e a estudar tão precioso livro. Isso porque a Humanidade como um todo, embora a sua parcela de homens em sofrimento seja muito grande, está preparada para ouvir-lhe os conceitos de luz inapagável.

Com Kardec, em direção a Deus

Com  Kardec, em direção a Deus
Com  Kardec, em direção a Deus
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Ouvir falar de Kardec, “O Codificador da Doutrina Espírita”, é ouvir falar de alguém que soube trazer a mensagem do mundo espiritual para a Terra; alguém que percebeu o ideário do mundo elevado e que, envolvendo o planeta em vibrações elevadas, procura trazer à humanidade a paz, o equilíbrio, a visão do mundo além da matéria, enfim, o mundo espiritual. Quando nos recordamos de sua figura humana, sentimos que, homem comum aos olhos do mundo, ele soube ser diferente aos olhos dos bons espíritos e de Jesus. Trazendo a visão da espiritualidade, pôde mostrar à sociedade de então, como vem mostrando até os dias de hoje, o que ocorre nas cidades espirituais em torno do planeta e, também, as consequências dos nossos atos como encarnados.

Muitos perguntam: E para que isso serve à humanidade? Outros indagam: Serão verdadeiras as notícias que nos chegam através da chamada Doutrina Espírita? Responderemos afirmativamente: Sim, são verdadeiras. Todos os homens capazes de perceber o mundo espiritual atestaram, pelas próprias percepções, a veracidade de que a vida continua e de que todos continuaremos, a despeito de nossa crença, ou da descrença que possuímos. Mais, ainda, todos veremos os resultados objetivos, práticos,do progresso que fizemos ou deixamos de fazer.

Caminhemos para Deus

Caminhemos para Deus
Caminhemos para Deus
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

As pessoas, de um modo geral, não valorizam os fenômenos transcendentes que as envolvem todos os dias: a luz do Sol, a prece, a transformação do ser, a renovação das ideias, a possibilidade mediúnica...

Tantas coisas ocorrem junto ao homem, e ele não se dá conta da extensão da bondade de Deus, que cria os seres para que desenvolvamos valores sempre crescentes da sua espiritualização. Se a matéria pode permanecer inerte por milênios, o espírito, ao contrário, está em plena atuação, na direção do mais Alto, sempre.

Assim, não estranhem, os nossos irmãos, a gama de fenômenos interessantes que acontecem todos os dias, sob as formas e denominações as mais variadas: ao dormir, o homem queda-se em sono profundo, seu espírito retira-se do corpo e ele caminha na direção das fontes de luz, de Deus; ao orar, a criatura como que se transporta para o mais alto, buscando a figura de Jesus ou daquele ser a quem mais ama, e ali seu espírito como que se sente em uma outra dimensão, em outro estágio.

Quantas vezes as pessoas, após a prece, sentem-se numa profunda imersão em planos os mais elevados, os mais sublimes, entrando em verdadeiros êxtases diante das coisas que veem ou percebem! Por isso, podemos entender que os fenômenos ditos mediúnicos são a continuação dos fenômenos de espiritualização do homem.

Perseverança em Servir

Perseverança em Servir
Perseverança em Servir
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Meus irmãos, gostaria de lembrar-lhes o dever que a solidariedade fraterna impõe a todos os trabalhadores da casa espírita cristã. Recordemos, de passagem, que o espírita é verdadeiro cristão. Um e outro representam os paradigmas da caridade, do amor ao próximo.

Qual seria a medida que a espiritualidade aplicaria a um médium de uma instituição: medida de trabalho, de dever? É justamente a noção do amor ao próximo. O amor ao próximo é a grande medida que aplicamos para descortinar a capacidade de serviço de alguém. Renteando com esta noção, acrescentaríamos o sentido de cumprimento do dever, pois que o homem pode amar, mas ser parco na distribuição do auxílio, do trabalho, do bem. O cumprimento do dever, então, é um segundo item, que deve ser levado em conta por todos vocês. Finalmente, acrescentaríamos o espírito de renúncia, no seu amplo sentido; particularmente, de renúncia aos seus interesses pessoais, de modo que no amor, no dever, houvesse também a renúncia.(...)

Estudar, Aprender, Trabalhar o Sentimento

Estudar, Aprender, Trabalhar o Sentimento
Estudar, Aprender, Trabalhar o Sentimento
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Os homens desencarnam, as ideias permanecem. Muitas vezes, os indivíduos buscam fixar suas lembranças nos chamados túmulos suntuosos. Contudo, quando não possuem ideias, nada fica de referência a eles.

Há pessoas que tentam perpetuar conceitos, pensando ser esses conceitos a base total da vida e da realidade. Lutam, defendem ideias, proclamam verdades; mas, por esquecerem que são imortais e que, portanto, as ideias podem transformar-se no decorrer dos tempos, deixam de ser lembrados por aqueles que acompanham o progresso.

Assim, meus irmãos, procuremos sempre progredir, sempre estudar, sempre aprender, sempre trabalhar o próprio sentimento. Cada vez que nos adiantamos, diante do plano espiritual, é sinal de que construímos em nós uma base mais avançada de conhecimentos. E todas as vezes que o nosso conhecimento não seja suficiente, Deus nos coloca em condições de aprender mais.

Jesus e a Força do Sentimento

Jesus e a Força do Sentimento
Jesus e a Força do Sentimento
Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem! (...) 

Ora, quando levamos em conta o sentimento exemplificado por Jesus, na busca de solução para as dificuldades, quase sempre fazemos tudo pelo próximo ou de modo a que o próximo não seja prejudicado. O contrário se dá quando resolvemos as coisas apenas do ponto de vista da relação humana: trabalhamos no sentido de encontrar a solução que nos favoreça, que nos ajude, que nos faça sair ganhando, de uma certa forma. Já com Jesus, medimos as questões, os prós e os contras, e levamos em consideração o que podemos causar de prejuízo moral ou mental a alguém. 

Exaltando o Livro dos Espíritos

Exaltando o Livro dos Espíritos
Exaltando o Livro dos Espíritos
“A moral dos espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Agir para com os outros como quereríamos que os outros agissem para conosco; isto é, fazer o bem.” (Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. CELD, Introdução VI.)


Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Todos nós que professamos a Doutrina Espírita encontramos em O Livro dos Espíritos as noções básicas da filosofia que rege o concerto de pensamentos direcionados para a crença na sobrevivência da alma e, igualmente, na imortalidade do espírito através dos milênios, acreditando num começo simples, num caminho do meio, com o objetivo de chegarmos ao pináculo. Também guardamos no coração a crença no Deus que há de ser o Pai nosso em todas as ocasiões.

Compreendendo a excelência dessa Doutrina, lutaremos por ela o quanto nos for possível; pela sua divulgação, mostrando a todos aqueles que o desejarem a excelência de tais conceitos, e buscaremos a renovação do nosso próprio ser, incentivando a de outros na busca da felicidade, do equilíbrio humano e da fé.

O Evangelho..., Livro Libertador

O Evangelho..., Livro Libertaador
O Evangelho..., Livro Libertador
“O Cristo foi o iniciador da moral mais pura, mais sublime; da moral evangélicocristã, que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos(...)” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, CELD, cap. I, item 9.)



Lembrar O Evangelho... o período de seu lançamento entre os homens encarnados... lembrar sua proposta moralizadora que, diante de tantas lutas e de homens tão deseducados, parece ser um contrassenso, quando não uma perda de tempo... Jesus, o Mestre condutor de toda a Humanidade, concluiu, entretanto, que era o momento propício para que a sociedade terrena começasse a conhecer, primeiramente, e a estudar tão precioso livro. Isso porque a Humanidade como um todo, embora a sua parcela de homens em sofrimento seja muito grande, está preparada para ouvir-lhe os conceitos de luz inapagável.

Seara e Seareiros

Seara e Seareiros
Seara e Seareiros
A Seara de Jesus é o mundo, onde Ele, com Seu sacrifício, lançou as sementes até então guardadas em seus celeiros de luz.

Através dos tempos, os ceifeiros foram os corações de boa vontade e fé constante, chamados para cuidar da gleba que ora se apresenta fértil ora árida. E, no decorrer dos milênios, tais ceifeiros sempre foram poucos...

Atualmente, encontramos os trabalhadores da última hora, isto é, aqueles que chegaram e continuam chegando por último à gleba do mundo, para incrementar o plantio e ajudar na colheita dos valores sedimentados, preparando novas semeaduras para os dias que virão.

É preciso multiplicá-los!

Que sejam arrebanhados todos os corações de boa vontade!...

Que as mãos se unam independentemente de nível cultural.

Basta apenas que apresentem como senha a Boa Vontade e o Amor, para que lhes sejam entregues a enxada e a charrua, pois a Boa Vontade suporta qualquer tarefa, e o Amor constrói a paz, com a qual a tarefa se desenvolverá.

Esmorecer Jamais

Esmorecer Jamais
Esmorecer Jamais
(...) Assim, vamos observando que, cada vez mais, o espírita, o cristão de um modo geral, precisa modificar seus próprios sentimentos, se deseja alcançar a plenitude de viver.

O tempo que se dedica à distração, as horas que se perdem diante de uma televisão, os momentos em que se escutam mexericos, tudo isso poderia ser transformado em uma firme determinação do espírito, fazendo com que esses momentos fossem empregados no estudo de si mesmo, analisando as
próprias fraquezas, analisando os próprios problemas...

Estabeleçamos, pois, a coragem da fé. Estabeleçamos a dedicação ao bem. Estabeleçamos, ainda, em nós, um tempo para nos autoanalisarmos. Fazendo assim, certamente, de muitos problemas nos furtaremos, e muitas coisas poderão ser transformadas dentro do nosso coração...

Seara e Seareiros

Seara e Seareiros
Seara e Seareiros
A Seara é grande e poucos são os ceifeiros. Rogai ao Pai que envie trabalhadores para a sua vinha. – Jesus (Mateus – 9: 37 e 38.)


A Seara de Jesus é o mundo, onde Ele, com Seu sacrifício, lançou as sementes até então guardadas em seus celeiros de luz.

Através dos tempos, os ceifeiros foram os corações de boa vontade e fé constante, chamados para cuidar da gleba que ora se apresenta fértil ora árida. E, no decorrer dos milênios, tais ceifeiros sempre foram poucos.

Reunidos, muitas vezes, em grupos afins, vieram ao mundo oferecendo suor e lágrimas para que germinassem o Amor e a Paz, a Beleza e a Ciência.

De outras vezes, surgiram, não em grupos, mas isolados, enfrentando solidão, incompreensões e abandono, mas trabalhando, incessantemente, a fim de que a parte que lhes tocou na sementeira se desenvolvesse, oferecendo seus frutos opimos.

Ainda hoje, são poucos os que assim se erguem, assemelhandose a estrelas cadentes, percorrendo os céus dos ideais, iluminando a noite escura que acoberta a Terra...

O Espírita diante do Mundo

O Espírita diante do Mundo
O Espírita diante do Mundo
“Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reúnem sob os olhos do Senhor e imploram a assistência dos bons espíritos.” (Allan Kardec, O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 10.)


(...) Como o espírita deve comportar-se diante de situações tão angustiantes como as que vivemos? 

Sabemos que não existe efeito sem causa. Almas que necessitavam passar por provações dolorosas foram reunidas, em determinadas circunstâncias, para sofrer o impacto da Lei. Umas libertaram-se; alçaram voos para regiões inimagináveis por elas mesmas quando estavam encarnadas. Outras ainda estão presas às sensações de dor, de sofrimento, de angústia. Aqueles que provocaram o mal permanecem enredados aos crimes que perpetraram.

E o espírita, como há de agir diante de tanta confusão? Devemos, em primeiro lugar, recordar a oração, a ligação com Deus, buscando contrapor ao desequilíbrio de tantas criaturas a vibração de equilíbrio que a oração traz; contrapor ao sentimento de vingança a mensagem de amor, de compreensão; contrapor ao sentimento de ódio a mensagem de confiança em Deus, que de tudo e de todas as coisas toma conta.

Somos Espíritos Imortais

Somos Espíritos Imortais
Somos Espíritos Imortais
“O espírito dispõe sempre das faculdades que lhe são próprias. Ora, não são os órgãos que dão as faculdades, e sim estas que impulsionam o desenvolvimento dos órgãos.” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, perg. 370.)

Que o amor único de Deus inspire todas as nossas almas para o bem!

Quantas vezes teremos olhado para nós mesmos e indagado: Por que tenho este corpo? Ou, olhando para um filho, perguntado: Quem será este que aqui está?

Diante da pessoa com quem convivemos, teremos dito: Quem será a alma que comigo compartilha a vida, a existência?

Quase sempre, o ser humano lança na conta de Deus suas lutas reencarnatórias, sem se dar conta de que elas são o resultado de suas decisões ao longo das existências. Dizemos, por exemplo, quando temos um filho, que foi Deus quem o mandou; que a esposa é aquela companhia de que se necessita; que o companheiro de vida foi destinado à criatura; enfim, lançamos na conta da Lei de Deus todas as possibilidades de vida em comum. Entretanto, a Doutrina Espírita, a pouco e pouco, esclarece o ser humano, dizendo-lhe, sempre e mais, das responsabilidades que a vida oferece.

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