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Centro Espírita

Centro Espírita
Centro Espírita



Filhos, que o centro espírita – célula viva do Cristianismo em suas origens – vos mereça o melhor carinho e consideração.

Sempre que possível, integrai a equipe de companheiros que permanece lutando para que o templo espírita cristão tenha sempre as portas descerradas à comunidade.

Não vos isoleis uns dos outros, fugindo à convivência salutar que vos preserva o discernimento e vos combate o personalismo.

Em contato com os irmãos de ideal, as vossas ideias se reciclarão e a indispensável permuta de experiências vos será uma permanente fonte de inspiração para o trabalho.

Os cristãos dos primeiros tempos do Evangelho na face do mundo, não atuavam isoladamente.

A autossuficiência espiritual carece de ser combatida com determinação.

Se considerais que nada tendes a aprender com os companheiros, não olvideis a vossa obrigação de ensinar.

Pedi e obtereis

Pedi e obtereis
Pedi e obtereis
“Pedi, e dar-se-vos-á.” (Mateus, 7:7.)


Sabeis, porém, vós que vos queixais de não receberdes o que pedis, a razão para que tal suceda? Encontrareis a resposta em Tiago, 4:3: “Pedi, e não recebeis, porque pedis mal”.

Investigai o fundo de vossos corações, e vede se aquilo porque ansiais e rogais ao Pai não seria contrário aos vossos interesses espirituais e eternos, ainda que vos satisfizesse transitoriamente.

Rogai ao Pai que vos conceda bênçãos de paz, esclarecimento de vossas consciências, resignação ante as provações que sofreis para resgate de vosso passado delituoso. Pedi que vos sejam dadas forças para resistirdes ao assédio das tentações inferiores, aos impulsos menos dignos que partem de vossa própria natureza ainda não inteiramente evangelizada Suplicai que o Pai misericordioso faça de vossa fraqueza, força; de vossos temores, coragem; de vossa insipiência no caminho da redenção, adiantamento rápido e seguro.

Revelação

Revelação
Revelação
Filhos, quantos permanecem na expectativa de novas revelações do Mundo Espiritual por suplemento da fé, olvidam que o Evangelho continua sendo a mensagem inédita da vida que todos carecemos assimilar. 

A Ciência, sem dúvida, desvendará aos homens novos caminhos e a luz da Verdade gradativamente resplandecerá para as criaturas, todavia os preceitos básicos para a felicidade humana se resumem na lição do amor que o Cristo ensinou à Humanidade. 

O maior desafio para o homem não se constitui na conquista do Cosmos ou no pleno conhecimento das leis que regem o mundo material: o seu maior desafio é a conquista de si mesmo, no domínio mais amplo das próprias emoções e dos pensamentos que se originam em seu mundo íntimo. 

A aplicação das virtudes cristãs no cotidiano — paciência, perdão e solidariedade —, ontem quanto hoje, dentre outras, é constante apelo à autossuperação que a cada dia se renova. 

Tendo-nos sido legado há dois mil anos, o Evangelho não perde atualidade, porquanto as palavras do Cristo, expressando a Verdade, que jamais se altera, são de vida eterna. Assim, não condicioneis a vossa crença na Doutrina às revelações que vos sejam formuladas sem critério pelos que habitam as dimensões da Vida Mais Alta. 

Revelação

Revelação
Filhos, quantos permanecem na expectativa de novas revelações do Mundo Espiritual por suplemento da fé, olvidam que o Evangelho continua sendo a mensagem inédita da vida que todos carecemos assimilar.

A Ciência, sem dúvida, desvendará aos homens novos caminhos e a luz da Verdade gradativamente resplandecerá para as criaturas, todavia os preceitos básicos para a felicidade humana se resumem na lição do amor que o Cristo ensinou à Humanidade.

O maior desafio para o homem não se constitui na conquista do Cosmos ou no pleno conhecimento das leis que regem o mundo material: o seu maior desafio é a conquista de si mesmo, no domínio mais amplo das próprias emoções e dos pensamentos que se originam em seu mundo
intimo.

A aplicação das virtudes cristãs no cotidiano – paciência, perdão e solidariedade –, ontem quanto hoje, dentre outras, é constante apelo à auto-superarão que a cada dia se renova.

Instrumentos da Obsessão

Instrumentos da Obsessão
Instrumentos da Obsessão
Filhos, não vos esqueçais de que, sem vigilância, vós mesmos podereis vos transformar em instrumentos de perturbação espiritual uns para os outros. Os espíritos obsessores, interessados em minar-vos a resistência moral, além de assediar-vos diretamente, assediam-vos indiretamente através daqueles que não supõem estar lhes servindo de intermediários para vos subtrair a paz.

A obsessão, quase sempre, é construída sobre o medo e sobre a falta de confiança que a sua vítima demonstra com referência à bondade de Deus, que não relega ninguém ao abandono. Os vossos adversários invisíveis se esmeram na técnica de vos induzir ao desequilíbrio, chegando, inclusive, a vos suscitar ideias renitentes de doenças que vos atemorizam e vos implantando na mente pensamentos nocivos que passais a acalentar diuturnamente. Inspirando pessoas que convivem convosco, algumas mais íntimas, outras não, colocam-lhes palavras-chaves nos lábios –, palavras que se lhes transformam em pontos de sintonia mental, para a perseguição sem trégua com que os vossos desafetos do pretérito pretendem vos levar à loucura ou a atitudes de extremo desespero.

O Grande Salto

O Grande Salto
O Grande Salto
Filhos, inevitável o progresso de todas as coisas em busca da perfeição. Nada será capaz de deter o avanço vertiginoso da Vida... Os desajustes são imprescindíveis à renovação e à retomada do crescimento para a Luz.

Avançar sempre – eis o lema que norteia a caminhada de tudo que existe, no anseio de ser mais. Inevitável, pois, que Ciência, Filosofia e Religião se unifiquem com o mesmo objetivo – o conhecimento pleno da Verdade. Está prestes o momento em que a Ciência efetuará o grande salto, transpondo os limites do túmulo e perscrutando a Vida além da matéria.

Então, muitas das indagações humanas obterão respostas, com enigmas seculares sendo solucionados e dando origem a novos e mais amplos questionamentos. A cada passo na senda do progresso, o homem constatará a necessidade de voltar-se para si – porquanto o seu universo íntimo é mais infinito que o Universo, para o qual se volta exteriormente, há milênios. Sem os preconceitos da Ciência e o fanatismo da Religião, o homem, com o auxílio da Filosofia, passará a cogitar da própria

O homem perante o Espiritismo

O homem perante o Espiritismo
O homem perante o Espiritismo
O homem moderno, fascinado pelas conquistas tecnológicas e ávido pelos prazeres anestesiantes, ensoberbece-se e, ignorando a destinação espiritual que o aguarda, deixa-se tresvariar pela alucinação da violência, derrapando na delinquência e na desesperação (...)

Embora enriquecido pela cultura hodierna, após a grande viagem exterior, na busca desesperada do poder transitório e dos valores de pequena monta, deixa-se conduzir por manifestações psicopatológicas, que caracterizam este como sendo o “Século da angústia.”

No báratro das suas aflições, no entanto, volta-se, sob injunções de dor e lágrimas, na direção do túmulo, e começa a interrogar a vida a respeito das realidades legítimas que não tem sabido compreender nem valorizar...

Nesse homem aturdido, porém, encontra-se a oportunidade de construir o mundo novo, a era melhor do

Kardec e vida

Kardec e vida
Kardec e vida
Jesus nos trouxe a verdade.

Kardec, porém, nos trouxe a interpretação.

Daí o nosso dever de comunicar Allan Kardec a todos os setores da vida individual e coletiva, razão pela qual nos reconhecemos na obrigação de reafirmar:

Kardequizar é a legenda de agora. Sintetizemos em linhas rápidas o que entendemos por Kardequização e seus resultados:

Kardequização do sentimento: equilíbrio.
Kardequização do raciocínio: visão.
Kardequização da Ciência: humanidade.
Kardequização da filosofia: discernimento.
Kardequização da fé: racionalidade.
Kardequização da inteligência: orientação.

Em torno da morte

Em torno da morte
Em torno da morte

Consideram, os homens, a morte como fantasma apavorante, capaz de aprisionar pela eternidade o espírito humano. 

Capitulamos em sofrimentos inauditos diante do corpo querido, emudecido e pálido, distanciando-nos da realidade sob o véu do pranto e da dor inominável. Vertemos para o imo d’alma o veneno do materialismo, concebendo os entes queridos ocultos pela morte, no sorvedouro do nada. 

Grande é a missão do Cristianismo arrebatando do túmulo os corações estremecidos e dando-lhes a posição de seres imortais. Imenso o poder do Consolador, o Cristianismo redivivo, que liberta dos grilhões da ignorância a mente humana, apresentando- lhe a visão da grandeza universal, iluminada pelo amor de um Pai de infinita bondade. 

Hoje, na fonte luminosa do conhecimento maior, consideramos a morte, o espírito divino da libertação para os caminhos da evolução. 

Trabalhadores da última hora

Trabalhadores da última hora

Meus filhos, Jesus nos ampare!

Eis-nos na gleba de redenção.

Honrados com o nobre mister de preservar a palavra do Evangelho, encontramo-nos no campo da construção do mundo novo.

Somos, porém, os trabalhadores da última hora, que anteriormente comprometemos o ministério de que nos encontrávamos investidos, não sabendo defender o legado que nos chegou do Alto.

Aturdidos pelas homenagens transitórias do mundo, fizemos chafurdar nos fossos miasmáticos da usura e da exterioridade pomposa a boa nova de redenção(...)

O discípulo do Evangelho é alguém que não esmorece nunca; operário que não abandona a enxada a pretexto de preservá-la, por saber que o instrumento deixado a esmo é corroído pela ferrugem, enquanto que a lâmina que se desgasta, no atrito do solo, reluz, sempre pronta para o serviço.

Oportunidade de Serviço


Oportunidade de Serviço
Rogastes a oportunidade do serviço, e o Mestre Divino vos concedeu o trabalho edificante. 

Anelastes pela realização na corrente do tempo e o Trabalhador infatigável vos ensejou o campo enobrecido. 

Desejastes preencher as horas vazias com o esforço bem direcionado, e o amigo insuperável vos proporcionou a ocasião de lográ-lo. 

Todos vos aplicastes na consolidação do ideal superior da mensagem libertadora, e o doador incessante não vos regateou recursos para o atendimento dos objetivos buscados. 

Empenhastes os corações na refrega libertadora, e o companheiro especial vos aureolou as esperanças com a plenitude da realização. 

A redenção da criança


A redenção da criança
Quando celebrarmos o dia das crianças, levando-lhes guloseimas e brinquedos, roupas e distrações, recordemos, com fé, a necessidade de repetirmos com o Mestre, inflamados de terno amor: “Deixai vir a mim os pequeninos. Deles é o reino dos céus.” 

Certamente, todos se voltam para a criança, como cidadã do futuro, amparando-lhe a saúde e encaminhando-a aos bancos escolares para que se torne criatura educada e instruída, sonho de todos os pais, sonho dos adolescentes. 

Todavia, para nós outros, é preciso também guiar-lhe os passos nas sendas do amor, ofertando-lhe a verdade crística, solicitando sua atenção para as sempiternas luzes. 

Hoje, regressam ao mundo espíritos que, mais evoluídos, buscam os recursos do Cristianismo Redivivo para vencerem as lutas e os débitos do passado. Evoluídos nas ciências terrestres, adaptados à instrução que se lhes apresenta em formosos programas, necessitam, porém, da Luz Divina, da ciência do espírito. 

A grande Crise


A grande Crise
...Jesus volta para convidar-nos à compaixão.
 
Se não puderdes perdoar, pelo menos, desculpai aqueles que vos ferem, que vos magoam, e se não tiverdes forças para desculpar, pelo menos, permiti que a compaixão aloje-se nas paisagens tristes dos vossos sentimentos magoados.
 
A grande crise moral da sociedade anuncia a era nova.
 
Buscai ouvir, e escutareis em toda parte a musicalidade diferente de um mundo novo; fazei silêncio interior, e ouvireis a sinfonia dos astros.
 
Tende a coragem, pois, de amar, em qualquer circunstância, por que se amardes somente àqueles que vos amam, mais não fazeis do que retribuir, no entanto, se fordes capazes de amar a quem vos alveja com os petardes terríveis da ingratidão, da ofensa, da perseguição gratuita, vosso nome será escrito no livro do reino dos céus  e uma alegria inefável tomará conta de vossos corações preenchendo o vazio existencial.
 

Depois da Morte


Depois da morte
Filhos, depois da morte é que valorizareis, com maior propriedade, cada minuto que a Divina Providência vos concedeu no corpo físico... Além das estreitas fronteiras do túmulo é que lamentareis a oportunidade de ascensão espiritual que malbaratastes, permitindo-vos envolver em questiúnculas de somenos... 

Quando vos contemplardes, redivivos, na vida que se desdobra para lá do sepulcro, é que observareis o que fizestes de vós mesmos na imagem que se vos refletirá no espelho da própria consciência... 

Quando maior lucidez vos favorecer nas Dimensões do Infinito, sereis invadidos pelo inevitável remorso de 
quem, sobre a Terra, não se ocupou quanto deveria da Verdade que transcende os interesses imediatos dos homens... 

Pranteareis, então, a inversão de valores a que consagrastes a existência, reconhecendo-vos na condição do aluno leviano que tudo daria para voltar às primeiras lições, na escola que desprezou, e recomeçar o aprendizado...

Caridade na caridade


Caridade na caridade
Filhos, os vossos impulsos negativos costumam vos assaltar, mesmo quando vos encontrais envolvidos nas tarefas de amor ao próximo.

É o melindre que vos suscita um companheiro de ideal com o qual ainda não vos afinizais completamente; é a vossa equivocada postura de superioridade que vos é incentivada pela vossa transitória condição de doadores; é a ilusão a que vos inclinam os bens amoedados que fostes chamados a administrar com parcimônia: é a injustiça que vos assoma à personalidade, através das decisões arbitrárias que tomais em relação ao que se deve dividir com os necessitados; é a palavra áspera com que vos achais no direito de vos dirigir aos que convosco cooperam, em escala menor; é a indiferença ante a opinião de um vosso anônimo colaborador que insensatamente considerais sem-lucidez bastante para externar o seu ponto de vista; é a censura descaridosa que efetuais contra os que não se talham pelo vosso figurino moral; é a movimentação inútil que empreendeis para afastar determinado integrante do grupo que não vos corresponde aos anseios...

O estudo da Doutrina

Filhos. o estudo da Doutrina faz adeptos conscientes para a Causa.

Quem se aprofunda no conhecimento da Verdade solidifica a Fé.

Estudai em grupo, permutando impressões sobre os pontos doutrinários em análise, auxiliando os companheiros inexperientes a pensar como o Codificador, no entanto, quanto vos permitam as possibilidades de tempo, efetuai as vossas incursões solitárias nas obras que vos acrescentem luz ao espírito.

Não vos contenteis com apenas ler: estudai e meditai, não olvidando que a Verdade não é propriedade exclusiva de ninguém.

Fácil manifestar a Fé diante daqueles que vos observam os movimentos; difícil é o testemunho da Fé perante o altar da própria consciência, quando as provas da Vida vos conclamam à anônima exemplificação.

O estudo da Doutrina, aliado às atividades do Bem - estudo sistemático e atividades perseverantes -, robustece a crença, tornando-a inexpugnável aos ataques do cepticismo, que engendra o desalento.

Quem assimila o conhecimento não se contenta com o que lhe ensina a teoria: lança-se à aplicação do que já sabe, buscando entesourar o que somente a prática é capaz de transmitir.

Filhos, não vos afastei dos livros da Codificação e das obras que vos mereçam credibilidade. Acautelai-vos contra aqueles que, sutilmente, possam vos arredar da lógica e do bom-senso doutrinários. Livros existem sob o rótulo de espíritas, que tão somente nasceram das mentes superexcitadas de seus autores, veiculando teorias contraditórias e absorvendo o tempo dos leitores que as escolheram sem indicação séria.

Bezerra de Menezes

Em torno da morte

Consideram, os homens, a morte como fantasma apavorante, capaz de aprisionar pela eternidade o espírito humano.

Capitulamos em sofrimentos inauditos diante do corpo querido, emudecido e pálido, distanciando-nos da realidade sob o véu do pranto e da dor inominável. Vertemos para o imo d'alma o veneno do materialismo, concebendo os entes queridos ocultos pela morte, no sorvedouro do nada.

Grande é a missão do Cristianismo arrebatando do túmulo os corações estremecidos e dando-lhes a posição de seres imortais.

Imenso o poder do Consolador, o Cristianismo redivivo que liberta dos grilhões da ignorância a mente humana, apresentado a visão da grandeza universal, iluminada pelo amor de um Pai de infinita bondade.

Hoje, na fonte luminosa do conhecimento maior, consideramos a morte, no espírito divino da libertação, para os caminhos da evolução.

É o fenômeno da morte o renascimento do espírito no plano espiritual.

É a morte o aconchego da família humana nos ninhos luminescentes das estrelas, doando-lhe novos planos de reabilitação ou sublimes programas de ascensão.

Segue o espírito caminhos tão grandiosos que somente àqueles que compreendem a Doutrina salvadora é dado sentir, ainda na Terra, os planos de Deus, para a ventura sem par de suas criaturas.

Quão grande é o amor de nossso Pai, concedendo-nos na fonte da reencarnação os meios de libertação de erros seculares e a correção de nossa insustentável rebeldia.

Compreendendo o amor de nosso Mestre que nos abraça com seu carinho e desvelo incessante, ergamo-nos sob as luzes do Evangelho redentor.

Entendendo o verdadeiro sentido da nossa libertação através da morte, agradeçamos ao Senhor que nos renova as possibilidades para ascendermos, sempre mais, para a vida do infinito.

Deus é Pai amantíssimo, abençoando-nos os pequeninos esforços.

Compreendamos pois, o sentido do fenômeno que nos restringe a vida no plano carnal, para nos espiritualizar e crescer para a vida real, buscando as flores da paz para o coração oprimido.

Espalhemos a Boa Nova em sua grandiosa verdade, apresentando aos homens a generosidade dos céus, quando nos liberta da carne densa e doentia, dos sofrimentos atrozes, das cadeias e compromissos, quase sempre frustados, para realizarmos em novas etapas o crescimento e a aprovação da consciência para Deus.

Bezerra de Menezes

Vigiai no Senhor

Filhos, ninguém sobre a Terra nunca se vigiará o bastante, nos arrastamentos a que o mal o conclame a cada instante.

Quando o homem se julga fortalecido o suficiente e dispensado de se manter alerta contra as tentações, é que, para ele, há perigo de queda.

Quem se reconhece fragilizado e não descura da vigilância sobre si dificilmente cai.

Os que se consideram auto-suficientes, desprezando os pontos de apoio que lhes garantiu o equilíbrio até onde chegaram, estão na eminência de se precipitarem no abismo de mais amargas desventuras.

O exercício da humildade, com o reconhecimento sincero da própria insignificância, impede que o homem se entregue ao fascínio de si mesmo e se imunize do assédio da obsessão.

Paulo, o Apóstolo dos Gentios, escreveu inspiradamente em uma de suas cartas que, quando se supunha forte, é que verdadeiramente se revelava frágil...

O mal possui raízes profundas na alma dos homens, difíceis de serem extirpadas de modo a que não mais se vitalizem.

Qualquer inclinação infeliz carece de ser vigiada, como o cancerologista vigia o tumor em sua metástases.

Ninguém deve permitir-se oportunidades para que a sua tendência negativa se manifeste; ninguém faça incursões sobre o terreno que, no mundo de si mesmo, não conheça palmo a palmo.

O trabalhjo, sem dúvida, é o mais seguro abrigo para quem esteja com o propósito de refugiar-se, temendo mais a si que aos outros.

Filhos, a vitória definitiva sobre os vossos vícios e costumes degradantes não será alcançada, sem que vos disponhais a derramar muitas lágrimas na residência pacífica e voluntária ao mal em vós mesmos.

A semente não medra em gleba que não lhe seja propícia.

Vigiai os vossos pensamentos, os vossos olhos, os vossos ouvidos, as vossas mãos...

Vigiai no Senhor para que o Senhor vos vigie!

Bezerra de Menezes

Os falsos profetas

Filhos, acautelai-vos contra os falsos profetas que são de todos os tempos.

Na atualidade, muitos deles despontam na seara da própria Doutrina, à feição de joio no meio do trigo, cuidando única e tão somente dos interesses que lhes dizem respeito.

São eles os médiuns enganadores que trabalham em causa própria, os oradores e articulistas que têm mais brilho na palavra que atitudes corretas, os dirigentes que impõem as suas idéias personalistas  ao movimento...

Sabereis identificá-los pela sua falta de bom sens0 e pelo amor que têm mais a si do que à própria causa.

Os falsos profetas nunca são capazes de sacrificar-se peo ideal e,  por este motivo, acabam sempre revelando os seus mais escusos propósitos na militância doutrinária.

Falam de caridade, mas não logram despojamento para praticá-la; enaltecem a excelência do perdão, mas se melindram com extrema facilidade; referem-se à importância do serviço, mas não tomam eles mesmos a iniciativa de servir...

Falta-lhes uma empatia espiritual mais profunda com a fé e, consequentemente, não comunicam sinceridade aos homens de discernimento.

Filhos, não enveredeis pelos sinuosos caminhos da exploração do  sentimento alheio; que ninguém se arroje ao despenhadeiro da descrença por vossa culpa...

Aos falsos proofetas, encarnados ou desencarnados, estarão reservadas as mais duras penas pelos equívocos cometidos contra "o Espirito Santo" , ou seja, por inocularem o veneno da desconfiança nas mentes invigilantes que, por longo tempo, haverão de se mostrar refratárias à luz da verdade.

Sede autênticos na fé e não comercializes com os dons da mediunidade.

Jesus, em um  de seus raros mementos de exasperação, não popou os vendilhões do templo.

A Lei Divina agirá com rigor contra os que distorcerem a sua interpretação, junto àqueles que ainda não aprenderam a penar com a necessária independência intelectual.

Bezerra de Menezes

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