Em busca de Deus



Que o Senhor Jesus nos ajude e abençoe, nesta noite de estudos e trabalhos espirituais!

Diz-nos a leitura preliminar que o senti mento é um dos pontos altos da busca que o homem faz, na sua trajetória evolutiva. Itinerantes do progresso, somos todos buscadores de Deus. Cada um de nós, em seu mundo, a seu modo, procura a figura central de todos os seres, de todas as existências: Deus.

Como itinerantes, passamos por vários estágios, vários pontos, e assim o adotamos segundo a nomenclatura vigente na sociedade em que vivemos. Chamamo-lo Deus, Alá, Jeová ou muitas outras divindades; entretanto, Jesus o classifica de maneira pura, simples e da que melhor se adapta às nossas necessidades: Deus, como “Pai nosso”.

O homem busca, incessantemente, a figura de Deus e, para atingi-lo, adornou-se, através dos séculos, com inúmeras roupas e colocou-o em casas próprias, segundo o próprio homem, para exaltá-lo; mas, na realidade, Deus, imune a todas essas manifestações primárias do ser humano, está bem acima de todos nós. Aceita-nos esse tipo de vassalagem como se fora uma necessidade do nosso próprio ser, exatamente como o preceptor que aceitasse de um aluno manifestações esdrúxulas, às vezes infantis.

Em sua trajetória, o ser humano continua buscando a Deus. E após roupagens e casas diversas, eis que o homem tenta dominar a própria ideia de Deus; fá-lo, então, à sua imagem e semelhança. Coloca em Deus virtudes próprias do seu espírito e não as virtudes divinas.

Nessa busca incessante, o homem atropela outros homens, machuca-se, cai, levanta-se, torna a machucar-se, torna a cair, torna a levantar-se, tudo isso para tirar a ganga, a camada dura que existe em seu espírito, que, até então, o impediu de vislumbrar Deus. Mas um dia, ah! um dia... um dia o homem consegue despir-se de toda a ganga, despir-se de toda a figuração e, então, purificado, entende realmente o que é Deus. E Deus passa a ser para ele não somente o Pai, mas a figura central de todas as coisas, a figura de todos os momentos, a figura de sua própria razão de ser e aí, então, ele se entrega a esta força maior, Deus. E Deus nele habita, e ele vive em paz. Encontrou o discípulo ao Mestre e o Senhor encontrou o seu discípulo amado. (...)


Autor: Hermann
Do livro: Palavras do Coração, Vol. 3 - CELD
Psicofonia: Altivo C. Pamphiro

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