(...) Ama os que foram instrumento da tua carne ou razão da tua felicidade, sem os constrangeres a uma temporada mais longa entre as limitações do vaso carnal.
Saudosos da Grande Pátria anseiam por voltar, embora as retenções no caminho.
Ajudar-te-ão na dor, enxugando suores e lágrimas e orarão por ti nas travessias difíceis...
Prepara-os com amor, informando quanto à vida no mundo maior, e desembaraça-os dos cipós e elos que os prendam na retaguarda. (...)
Preenche, de tua parte, a saudade deles no coração, com a lembrança das horas felizes que eles proporcionaram, o bem que fizeram, o que representaram na vida...
E enquanto estão ao teu lado, aproveita a sabedoria e a bondade deles, honrando-os com o teu carinho e a tua atenção, habilitando-te a receber-lhes o amor com o mérito do esforço em nome do teu próprio amor.
O que lhes não deres agora, amanhã de nada valerá.
O que deixares de fazer, adiado por negligência ou descuido, jungirte-á pelo remorso ao rochedo da aflição improdutiva.
Velhos – guarda a paciência e cerca-os de mais carinho.
Enfermos – desdobra a vigilância em torno deles. A vigília junto ao leito de alguém em sofrimento é depósito nos Tesouros Celestes.
Jovens – oferece a experiência em forma de conselhos e assistência, disciplina e educação.
Amigos e parentes, amados e conhecidos – desdobra os braços e enlaça-os com a ternura que embeleza a vida.
Estranhos e adversários – vence a aversão e ama-os também, ajudando quanto possível, a ingressarem em tua família espiritual. (...)
Recorda, por fi m que, dominados por imensa saudade, recolhidos e atemorizados, os discípulos reunidos em Jerusalém receberam a visita do inesquecível Amigo que os saudou jubiloso, retornando da morte e felicitando a todos, através dos milênios, com o legado da vitória da vida sobre a desencarnação, como hoje atestam os que venceram o túmulo, retornando, felizes, aos corações amados que se demoram na carne, a repetir “paz seja convosco”, qual hino de consolação imortal, que nada consome.
Autor: Joanna de Ângelis
Do livro: Messe de Amor. LEAL
Psicografia: Divaldo P. Franco

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