Espiritismo e Eutanásia


(...) O materialismo, não admitindo a existência da alma, 
erigiu o falso conceito, essencialmente egoísta, das chamadas “vidas inúteis”, eliminando-as, friamente, por considerá-las onerosas à sociedade.

Podem chover argumentos em favor da eutanásia, o que não impede, à luz redentora do Espiritismo, sejam os seus responsáveis assassinos que a Justiça do mundo nem sempre pune, mas que a de Deus registra, identificando-os na contabilidade divina, com, vistas a dolorosos resgates, em amargas expiações no futuro, atenuadas, ou agravadas, pela Lei, segundo as suas motivações.

Excesso


Enquanto a criatura permanecer no corpo terrestre, é natural 
que se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Finalidade


A finalidade da mediunidade é a edificação espiritual das 
criaturas.

A mediunidade não pode ser reduzida ao mero instrumento de curiosidade doentia.

Os médiuns que se prestarem a especulações de caráter inferior estarão se desviando de seu nobre objetivo.

Incursões na vida pretérita e previsões quanto ao futuro das pessoas não dizem respeito à mediunidade espírita-cristã.

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