Médiuns na Terra

Imagem de pessoas sentadas `mesa em seção mediúnica de psicografia

Tema sempre novo em Doutrina Espírita: os médiuns.

São comparáveis às árvores na criteriosa definição de Allan Kardec, entretanto, a fim de conservarmos árvores úteis, é imperioso saibamos proporcionar-lhes a necessária irrigação e a defesa justa, de modo a que aventureiros do caminho não lhes colham os frutos em regime de espancamento.

Recorramos a outros símbolos.

O aprendizado do Amor


O amor é a celeste atração das almas e dos mundos, a potência divina que liga os Universos, governa-os e fecunda; o amor é o olhar de Deus!” - Léon Denis


Deus é amor!


Por amor a todos os seres, Deus dá a vida e o princípio afetivo a todos, que germina e vai florescendo ao longo da vivência, isto é, aprendemos a desenvolver o amor nas relações, em etapas.

Diz Drummond que “o ser busca o outro ser, e ao conhecê-lo acha a razão de ser”, é assim que se torna possível descobrir o amor em si e ao redor, experimentando.

E Léon Denis acrescenta: “O Amor, tal como se entende comumente, na Terra, é um sentimento, um impulso do ser que o dirige para um outro ser, com o desejo de a ele se unir.”

Ser Médium

Abraçando a mediunidade, muitos companheiros na Terra adotam posição de absoluta expectativa, copiando a Inércia dos manequins.

Concentram-se mentalmente e aguardam, imóveis, nulificados, a manifestação dos Espíritos Superiores, esquecendo-se de que o verdadeiro servidor assume sempre a iniciativa da gentileza, na mais comezinha atividade doméstica.

Vejamos a lógica do cotidiano.


Um diretor de escritório não exigirá que o auxiliar se faça enciclopédia 
humana, a fim de receber-lhe a cooperação; mas solicita seja ele uma criatura ordeira e laboriosa, com a necessária experiência em assuntos de escrita.

Um médico não reclamará do enfermeiro uma certidão de grandeza moral para aceitar-lhe o concurso; no entanto, contará seja ele pessoa operosa e sensata, com a precisa dedicação aos doentes.

O proprietário de um ônibus não se servirá da atenção do farmacêutico, em sua oficina; mas procurará um motorista, que não apenas saiba manobrar o volante, mas que o ajude também a conservar o carro.

Espiritismo e Eutanásia


(...) O materialismo, não admitindo a existência da alma, 
erigiu o falso conceito, essencialmente egoísta, das chamadas “vidas inúteis”, eliminando-as, friamente, por considerá-las onerosas à sociedade.

Podem chover argumentos em favor da eutanásia, o que não impede, à luz redentora do Espiritismo, sejam os seus responsáveis assassinos que a Justiça do mundo nem sempre pune, mas que a de Deus registra, identificando-os na contabilidade divina, com, vistas a dolorosos resgates, em amargas expiações no futuro, atenuadas, ou agravadas, pela Lei, segundo as suas motivações.

Excesso


Enquanto a criatura permanecer no corpo terrestre, é natural 
que se preocupe com o problema da própria manutenção.

Vigilância não exclui previdência.

Mas não podemos olvidar que o apego ao supérfluo será sempre introdução à loucura.

Tudo aquilo que o homem ajunta abusivamente, no campo exterior, é motivo para aflição ou inutilidade.

Patrimônios físicos sem proveito, isca de sombra atraindo inveja e discórdia.

Finalidade


A finalidade da mediunidade é a edificação espiritual das 
criaturas.

A mediunidade não pode ser reduzida ao mero instrumento de curiosidade doentia.

Os médiuns que se prestarem a especulações de caráter inferior estarão se desviando de seu nobre objetivo.

Incursões na vida pretérita e previsões quanto ao futuro das pessoas não dizem respeito à mediunidade espírita-cristã.

A consciência. O sentido íntimo


Na verdade, cada um de nós poderia, se o quisesse, comunicar-
se a qualquer hora com o mundo invisível. Somos espíritos: pela vontade, podemos comandar a matéria e libertar-nos de seus elos, para viver em uma esfera mais livre, a esfera da vida superconsciente. Para tanto, uma coisa é necessária: espiritualizar-nos, voltarmos à vida de espírito, através de uma concentração perfeita de nossas forças interiores. Então, vemo-nos diante de tal ordem de coisas que nem o instinto, nem a experiência, nem mesmo a razão, podem captar.

Convite a resignação


Enquanto debandam das lides enobrecedoras trabalhadores que 
te pareciam exemplo de estoicismo, sentes o coração dilacerar-se e tens a impressão de que não suportarás os rudes embates que se sucedem, contínuos...

À medida que o entusiasmo diminui e a realidade das tarefas apresenta as legítimas dimensões do empreendimento espiritual, consignas a presença do desânimo...

Afinal, refletes, estão escassos os líderes autênticos, aos teus olhos, enquanto a confusão aumenta e a face do cepticismo gargalha vitoriosa...

A experiência do Senhor Jesus


Estava no mundo, e o mundo por meio dele foi feito,  

mas o mundo não o conheceu.”  (João 1:10)

Que a experiência de vida é valor presente na cultura humana, não padece dúvida.

Quando da elaboração de um currículo, por exemplo, para consecução de um posto de trabalho, os anos de experiência são dados que não podem faltar, para que o contratante saiba a dimensão da experiência adquirida na prática profissional do pretendente à vaga.

E quanto mais experiência, mais confiança se deposita na destreza do pretendente.

O pensamento


Para dar ao pensamento toda sua força e sua amplitude, 
nada é mais eficaz que a pesquisa dos grandes problemas. Para bem exprimir, é preciso sentir intensamente; para apreciar as sensações elevadas e profundas, é necessário remontar à fonte de onde se originam toda vida, toda harmonia, toda beleza.

Disciplina espiritual, equilíbrio e progresso



Que o amor único de Deus inspire todas as almas para o bem!

Falar das diversas formas de mortificação que o homem impõe a si mesmo faz-nos lembrar a necessidade da autodisciplina, que, desenvolvida corretamente, traz ao espírito condições de convivência com certas formas de energia e, simultaneamente, a descoberta de verdades que fazem com que o homem caminhe com mais liberdade na sua trajetória evolutiva.

Quantas vezes deploramos o não termos nos submetido a determinadas circunstâncias e assim termos vencido certas opiniões, mortificando mesmo, pode-se dizer, o nosso desejo! Quantas vezes nos arrependemos de não termos submetido o nosso corpo, deixando que o prazer ou determinadas circunstâncias prevalecessem num dado momento, ocasionando para nossa alma tantos dissabores, inquietações e dificuldades!

A sobrevivência do Espírito


Guardando no coração a certeza íntima da sobrevivência do 
espírito após a morte do corpo, o homem criará excelente estímulo à crença e, mais ainda, fará com que as comunicações entre vivos e mortos segundo a conceituação da Terra se façam de modo mais constante e mais consistente também.

Muitas vezes, creem vocês que os desencarnados estão longe e que precisam de veículos extraordinários para se manifestarem; entretanto, nem sempre isso é necessário. Normalmente nos comunicamos através da intuição. A simples presença de um desencarnado junto aos encarnados pode provocar nestes lembranças, situações de saudades ou até mesmo situações de pura afetividade.

Facilitando o intercâmbio


Hoje, do lado de cá, podemos melhor observar a complexidade 
do trabalho mediúnico.

Os Médiuns julgam que, para a realização do intercâmbio, é preciso apenas orar e esperar que os Espíritos usem suas faculdades... Pura ilusão!

Na realidade, o intercâmbio se inicia, quase sempre, às vésperas do dia programado, quando o medianeiro já entra em contato com os irmãos selecionados para a tarefa a ser realizada.

Por isso, há necessidade de o Médium, desde essa ocasião, preparar-se através da leitura edificante, da oração e da meditação, elevando seu padrão vibratório, o que facilitará o benefício que será dado pelos Benfeitores aos Espíritos que estão em sofrimento ou desarmonia.

Assim falou Jesus


Disse o Mestre: “Buscai e achareis.”

Mesmo nos céus, você pode fixar a atenção na sombra da nuvem ou no brilho da estrela.

Afirmou o Senhor: “Cada árvore é conhecida pelos frutos.”

Alimentar-se com laranja ou intoxicar-se com pimenta é problema seu.

Proclamou o Cristo: “Orai e vigiai para não entrardes em tentação, porque o espírito, em verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

A disciplina do pensamento e a reforma do caráter


É bom viver em contato, pelo pensamento, com os 
escritores de gênio, com os autores verdadeiramente grandes de todos os tempos e de todos os países, lendo, meditando sobre suas obras, impregnando todo nosso ser com a substância de sua alma. As irradiações de seus pensamentos despertarão em nós efeitos semelhantes e produzirão, paulatinamente, modificações de nosso caráter, pela própria natureza das impressões experimentadas.

O servo inconstante


À frente do todos os presentes, o Mestre narrou com simplicidade:

— Certo homem encontrou a luz da Revelação Divina e desejou ardentemente habilitar-se para viver entre os Anjos do Céu.

Tanto suplicou essa bênção ao Pai que, através da inspiração, o Senhor o enviou ao aprimoramento necessário com vistas ao fim a que se propunha.

Por intermédio de vários amigos, orientados pelo Poder Divino, o candidato, que demonstrava acentuada tendência pela escultura, foi conduzido a colaborar com antigo mestre, em mármore valioso. No entanto, a breve tempo, demitiu-se, alegando a impossibilidade de submeter-se a um homem ríspido e intratável; transferiu-se, desse modo, para uma oficina consagrada à confecção de utilidades de madeira, sob as diretrizes de velho escultor. Abandonou-o também, sem delongas, asseverando que lhe não era possível suportá-lo. Em seguida, empregou-se sob as determinações de conhecido operário especializado em construção de colunas em estilo grego. Não tardou, entretanto, a deixá-lo, declarando não lhe tolerar as exigências. Logo após, entregou-se ao trabalho, sob as ordens de experimentado escultor de ornamentações em arcos festivos, mas, finda uma semana, fugiu aos compromissos assumidos, afirmando haver encontrado um chefe por demais violento e irritadiço. Depois, colocou-se sob a orientação de um fabricante de arcas preciosas, de quem se afastou, em poucos dias, a pretexto de se tratar de criatura desalmada e cruel.

A exaltação da cortesia


À frente da multidão de sofredores e desalentados, relacionou o 
Mestre as bem-aventuranças, destacando, com ênfase, a declaração de que os mansos herdariam a Terra.

A afirmativa, porém, soou entre os discípulos de maneira menos agradável.

Tal asserção não seria encorajamento à ociosidade mental?

Se o Evangelho reclamava espíritos valorosos na sementeira das verdades renovadoras, como acomodar a promessa com a necessidade do destemor? Se o mal era atrevido e contundente, em todos os climas e posições, como estabelecer o triunfo inadiável do bem através da incapacidade de reagir, embora pacificamente?

A ordem natural das coisas


O espírito sopra onde quer.
(Jesus – Jo3:8)

A Vida acontece, tanto no macro, quanto no microcosmo, tutelada pelas Leis Imutáveis estabelecidas por Deus, Inteligência Suprema e Causa primária de todas as coisas.

Se, em última análise, são perfeitas, há de serem, por isso mesmo, justas e para o bem de suas Criaturas.

Nesse sentido, a diferença existente entre as vidas de cada um de Seus Filhos só pode decorrer por conta do que cada um fez, e faz de sua própria vida, através de suas escolhas, do pensamento ao ato realizado.

A mensagem da compaixão


Dentro da noite clara, a assembleia familiar em casa de Pedro centralizara-
se no exame das dificuldades no trato com as pessoas.

Como estender os valores da Boa Nova? Como instalar o mesmo dom e a mesma bênção em mentalidades diversas entre si?

Findo o longo debate fraternal, em que Jesus se mantivera em pesado silêncio, João perguntou-lhe, preocupado:

– Senhor, que fazer diante da calúnia que nos dilacera o coração?

– Tem piedade do caluniador e trabalha no bem de todos — respondeu o Celeste Mentor, sorrindo –, porque o amor desfaz as trevas do mal e o serviço destrói a ideia desrespeitosa.

A regra de ajudar


João, no age da curiosidade juvenil, compreendendo que se achava à 
frente de novos métodos de viver, tal a grandeza com que o Evangelho transparecia dos ensinamentos do Senhor, perguntou a Jesus qual a maneira mais digna de se portar o aprendiz, diante do próximo, no sentido de ajudar aos semelhantes, ao que o Amigo Divino respondeu, com voz
clara e firme:

— João, se procuras uma regra de auxiliar os outros, beneficiando a ti mesmo, não te esqueças de amar o companheiro de jornada terrestre, tanto quanto desejas ser querido e amparado por ele.

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